País
Manifestantes aprovam novos protestos para sábado
No Porto, a concentração aprovada em assembleia popular tem início às 16h00, na Praça da Batalha. A rotunda do Marquês de Pombal recebe o protesto de Lisboa, que deverá chegar ao Rossio pelas 19h00.
Em comunicado, o movimento da "Acampada de Lisboa" adianta que foi convocada uma manifestação "contra a especulação e pelo direito à habitação" no próximo sábado, dia 24 de outubro, a começar no Marquês de Pombal, em Lisboa.
A manifestação “Não temos casa, montamos tendas!” deverá partir da rotunda do Marquês de Pombal às 15h00 e terminar na Praça do Rossio pelas 19h00.
No mesmo comunicado, o movimento elenca várias exigências, desde logo a "reversão da lei do arrendamento", a menor aquisição de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento de habitação pública ou ainda a aplicação de tetos às rendas.
"O governo não dá soluções à crise da habitação e apenas reprime aqueles que lutam por uma casa digna. Por isso, ocupamos as ruas pelo direito à manifestação, o direito à habitação e contra a especulação imobiliária", refere o movimento.
Protesto no Porto começa com marcha
O movimento pela habitação aprovou, em assembleia popular, no Porto, uma manifestação para o próximo sábado, com início na Praça da Batalha, às 16h00.
Perante cerca de 150 pessoas que, resistindo ao frio, acompanhavam a assembleia, os elementos do movimento colocaram à votação a manifestação, apelando à participação do máximo de pessoas.
A CGTP e a UGT foram, posteriormente, convidadas a juntarem-se à concentração de sábado, que já seguiu para autorização junto da Câmara Municipal do Porto.
Perante cerca de 150 pessoas que, resistindo ao frio, acompanhavam a assembleia, os elementos do movimento colocaram à votação a manifestação, apelando à participação do máximo de pessoas.
A CGTP e a UGT foram, posteriormente, convidadas a juntarem-se à concentração de sábado, que já seguiu para autorização junto da Câmara Municipal do Porto.
Sindicatos espanhóis e portugueses em contacto
Unai Sordo, secretário-geral da CCOO (Comisiones Obreras) e maior central sindical espanhola, revelou, esta quinta-feira, estar em contacto com Portugal para que se junte à greve pelo direito à habitação, convocada em Espanha para 11 de novembro. "Seria histórica", manifestou.
Em entrevista à RTVE e à agência EFE, Unai Sordo adiantou que uma eventual greve geral ibérica se chamaria “Saramago”, homenageando o escritor português que viveu e morreu no país vizinho.
"Andamos a construir alianças pela habitação a nível europeu há anos e também com outros continentes e vemos com entusiasmo este despertar da população europeia, que há muito tempo aceitava que as nossas condições de vida tinham de piorar”, acrescentou Alicia del Rio, porta-voz do Sindicato dos Inquilinos de Madrid.
"Andamos a construir alianças pela habitação a nível europeu há anos e também com outros continentes e vemos com entusiasmo este despertar da população europeia, que há muito tempo aceitava que as nossas condições de vida tinham de piorar”, acrescentou Alicia del Rio, porta-voz do Sindicato dos Inquilinos de Madrid.
Ainda sem resposta definitiva quanto à participação portuguesa, a paralisação de 11 de novembro junta a CCOO e a UGT espanhola e terá lugar na véspera do arranque da campanha eleitoral das eleições legislativas antecipadas, marcadas para 29 de novembro.
A decisão de avançar para novas eleições partiu, precisamente, da rejeição de medidas urgentes para a habitação, apresentadas pelo Governo de Pedro Sánchez perante a revolta da população espanhola. Para além de Espanha, França e Itália têm greves gerais agendadas para os dias 5 e 20 de novembro, respetivamente, como forma de protesto contra o “mal-estar” e a diminuição das expectativas de vida.
A decisão de avançar para novas eleições partiu, precisamente, da rejeição de medidas urgentes para a habitação, apresentadas pelo Governo de Pedro Sánchez perante a revolta da população espanhola. Para além de Espanha, França e Itália têm greves gerais agendadas para os dias 5 e 20 de novembro, respetivamente, como forma de protesto contra o “mal-estar” e a diminuição das expectativas de vida.