Manuais digitais adaptados ajudam o estudo de cerca de 50 alunos cegos
Cerca de 50 alunos cegos ou com baixa visão já beneficiam de manuais escolares digitais e adaptados com gravação de voz, um projecto lançado em 2005 pela Fundação Vodafone, a Porto Editora e o Ministério da Educação.
Segundo a empresa de telecomunicações, estes alunos já utilizam os 15 manuais até agora produzidos, um número que deverá duplicar nos próximos anos para beneficiar os cerca de mil estudantes cegos ou com baixa visão que frequentam o ensino básico e secundário.
A parceria foi formalizada em Setembro do ano passado e prevê a doação destes manuais a alunos que os solicitem, desde que frequentem estabelecimentos de ensino reconhecidos pelo Ministério da Educação.
Através do recurso a um processo inovador, os manuais em formato de um CD aliam a voz gravada a textos e imagens digitalizados, permitindo que o acesso ao ensino dos alunos cegos ou de baixa visão se faça de modo idêntico aos dos outros alunos, em termos de tempo e de abordagem do currículo escolar.
Foram já produzidos 15 destes manuais, entre outros, "Os Lusíadas", "Os Maias", "Viagens na Minha Terra", um itinerário gramatical, além de manuais das disciplinas de História, Ciências, Tecnologias da Informação e de Línguas.
Produzidos pela Porto Editora com o financiamento de 100 mil euros da Fundação Vodafone Portugal e a coordenação do Ministério da Educação, estes manuais possibilitam também a pesquisa por capítulos, palavras-chave ou outras referências, assim como a criação de marcas de leitura para posterior pesquisa ou consulta.
Até ao fim do mês, segundo a Vodafone, serão produzidos outros manuais, designadamente uma gramática da língua inglesa e um auto de Gil Vicente.
Ao Ministério da Educação cabe seleccionar, adaptar e produzir os manuais, mediante os pedidos dos alunos e escolas, enquanto a Porto Editora cede gratuitamente os textos correspondentes em formato digital.