Manuel Monteiro quer prioridade à floresta e não à Ota ou TGV
O líder da Nova Democracia, Manuel Monteiro, disse hoje que o investimento prioritário do governo deve ser na floresta, que é o "petróleo" de Portugal, e não na Ota e no TGV.
Manuel Monteiro, que esta semana está a fazer uma ronda a quartéis de bombeiros e outras estruturas de combate a incêndios, visitou hoje o Centro de Coordenação de Operações de Socorro de Aveiro, um dos distritos críticos em número de fogos, onde ouviu explicações sobre os meios disponíveis.
No final, em declarações à Lusa, Manuel Monteiro disse que "há uma perda de recursos do país com aos incêndios, que seria evitável com maior investimento na limpeza das matas, no ordenamento florestal e na educação ambiental".
"O que interessa termos o TGV para ganhar 15 minutos? Ou um novo aeroporto na Ota, quando temos a Portela e Figo Maduro ao lado e já não há praticamente aviões militares, se temos o país a arder?", questionou.
O investimento estratégico a fazer é na floresta, que classificou como "o petróleo português", em vez de ceder ao "lobby" do cimento, com mais obras públicas, afirmou Manuel Monteiro, no dia em o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou o Programa de Investimento de Infra-estruturas Prioritárias até 2009, que prevê a construção do aeroporto da Ota e do TGV.
Segundo o dirigente da Nova Democracia, "a lei prevê mecanismos de ajuda e comparticipação na limpeza das florestas que não são accionados, "porque o dinheiro continua a ser canalizado para o desperdício".
"Enquanto isso, grande parte dos proprietários florestais ou são idosos e não têm meios humanos para limpar as matas, ou não têm dinheiro para o mandar fazer. A prazo é um erro, até para o turismo que pressupõe a existência de manchas verdes organizadas", concluiu.