Marcelo destaca Skapinakis como um historiador em imagens

Marcelo destaca Skapinakis como um historiador em imagens

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou o trabalho do pintor Nikias Skapinakis, que morreu na quarta-feira, uma "história em imagens do Portugal contemporâneo", elaborada por um "oposicionista do regime", "cosmopolita e livre".

Mário Aleixo - RTP /
Marcelo destaca a capacidade de Skapinakis contar histórias através de imagens DR

De acordo com uma nota publicada na página na internet da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que Nikias Skapinakis foi "um autor emblemático da nossa pintura e artes visuais".

O pintor Nikias Skapinakis, que marcou mais de seis décadas da arte portuguesa contemporânea e fez o "Retrato dos Críticos", morreu em Lisboa, aos 89 anos, anunciou a Galeria Fernando Santos, que representa o artista.

O chefe de Estado refere que o pintor "foi amigo de escritores, oposicionista ao regime, homem culto e elegante, cosmopolita e livre".

"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou o trabalho do pintor Nikias Skapinakis, que morreu na quarta-feira, uma "história em imagens do Portugal contemporâneo", elaborada por um "oposicionista do regime", "cosmopolita e livre".

"Das capas de livros de Aquilino e Nemésio aos painéis da Brasileira do Chiado, do encontro entre três mulheres voluntariosas (Natália Correia, Fernanda Botelho e Maria João Pires) à arte pública no metropolitano de Lisboa e a uma homenagem à bandeira nacional, Nikias retratou com maestria o seu e o nosso tempo. Mas também pintou o seu imaginário: naturezas mortas, séries mitológicas, quartos inventados, jogos com a publicidade, exultações cromáticas ou eróticas e algumas melancolias", adianta a nota no "site" da Presidência.

De ascendência grega, Skapinakis nasceu em Lisboa, em 1931, frequentou o curso de Arquitetura, que abandonaria para se dedicar totalmente à pintura, que assumiu como "vocação, ofício e reflexão", como escreveu a historiadora de arte Raquel Henriques da Silva.

Além da pintura a óleo, como atividade dominante, dedicou-se à litografia, serigrafia e ilustração de livros.

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