Marcelo fala da sintonia com o Governo

O presidente da República diz que seria "absurdo" que quisesse "à força" que algo corresse mal entre ele e o governo, só porque são de áreas políticas diferentes.

Sandra Machado Soares, João Martins, Rui Cardoso, Samuel Freire, Celestino Pereira /
Os 365 dias de Marcelo, o presidente, têm dias raros como este. A agenda pública até está vazia. Mas há a outra agenda, aquela que Belém não divulga, mas que a RTP acompanhou.

O presidente que se diz "otimista moderado" não antecipava uma "vida longa" à maioria de esquerda: "Era um ponto de interrogação. Até usei a expressão betão armado. É mais duradoura do que parecia há seis meses, nove meses ou um ano (...) Tudo é criado todos os dias. E na política como na vida em geral temos que ir criando o que nunca está ou pode ser dado como adquirido".

Todos sabiam que nada ia ser igual. Mas ninguém adivinhava que tudo ia ser tão diferente. A agenda é frenética. A correria é diária, para assessores e jornalistas.

Marcelo Rebelo de Sousa quer estar em todo o lado, quer falar com todos, mesmo que nem sempre seja ouvido.

E admite que "num ano de eleições não há consensos. Há divisões. Contagem de votos. E por muito que se diga que a contagem de votos é freguesia a freguesia os políticos têm sempre a sua lógica política global".

No balanço que faz o presidente, "o sistema financeiro, o sistema bancário foi o mais complicado". Mas a visão é optimista: "Há mais questões resolvidas do que questões por resolver. Era mais complicado em abril ou maio do que em março deste ano".
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