Marinha auxiliou 92 pessoas com reparações em habitações
A Marinha auxiliou hoje 92 pessoas com reparações nas suas habitações e executou reparações elétricas e manutenção de geradores em seis localidades do distrito de Leiria, revelou este ramo das Forças Armadas, que tem empenhados 375 militares.
As reparações elétricas e a manutenção de geradores ocorreram nas localidades de Leiria, Pé da Serra, Vidigal, Vale do Horto, Reixida e Casal da Ladeira, detalhou a Marinha, em comunicado.
Em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), este ramo das Forças Armadas "procedeu à desobstrução de mais de dois quilómetros de estradas e efetuou-se também a limpeza de troços do rio Liz".
"A Marinha continua a aumentar, de forma gradual e de acordo com as solicitações, o número de militares e meios, estando até ao momento empenhados 375 militares, 37 viaturas, 31 botes, cinco geradores e sete drones, a que acresce um helicóptero em prontidão", pode ler-se.
A Marinha adiantou ainda, que considerando as previsões meteorológicas para os próximos dias, encontram-se 31 botes "prontos e posicionados para responder de forma rápida e eficaz no apoio às populações em zonas de cheias".
Oito botes estão preparados para atuar no rio Vouga e Douro, posicionados em Ovar, seis botes para atuar no rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure, seis botes para atuar no rio Tejo, posicionados em Tancos, cinco botes para o rio Sorraia, posicionados em Coruche e seis botes para atuar no rio Sado e no rio Tejo.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.