Marinha recorre a hospitais Força Aérea e Exército para assistir doentes

O hospital da Marinha está a recorrer aos hospitais do Exército e da Força Aérea para dar assistência aos doentes internos, depois de alguns serviços terem sido inundados quinta-feira, disse hoje o chefe do Estado Maior da Armada.

Agência LUSA /

"Os estragos são significativos, mas estamos a minimizar as consequências usando alternativas dos hospitais da Força Aérea e do Exército", afirmou o almirante Melo Gomes à Agência Lusa.

Na quinta-feira, uma rotura numa conduta da EPAL (Empresa Portuguesa de Águas Livres) inundou o piso do rés-do-chão do Hospital, que só atende pessoal da Marinha de Guerra Portuguesa ou seus familiares.

Foram afectados os serviços de urgências, imagiologia, farmácia, patologia clínica, ortopedia, fisioterapia, estomatologia e cardiologia.

De acordo com o chefe do Estado Maior da Armada, os exames necessários "vão estando assegurados para os doentes internos com recurso às facilidades dos outros hospitais".

Os doentes externos com necessidade de recorrer aos serviços afectados pela rotura da EPAL estão também a ser encaminhados para os hospitais da Força Aérea e do Exército.

Num primeiro momento foi também utilizado o equipamento portátil que existe no hospital da Marinha.

"A medicina das Forças Armadas pode ser destacada em missão, pelo que tem essa facilidade de ser portátil", explicou o almirante Melo Gomes.

No final de uma visita que realizou hoje ao Hospital da Marinha para verificar os danos causados pela ruptura da conduta da EPAL, o almirante disse esperar que os serviços afectados possam recomeçar a sua actividade "o mais rápido possível".

"Uma comissão de inquérito está a avaliar os danos. Espero que possamos pôr os serviços a funcionar o mais rápido possível em conjunto com a EPAL, que já assumiu publicamente a responsabilidade pelos prejuízos causados", afirmou o chefe do Estado Maior da Armada.

A EPAL garantiu na quinta-feira que a empresa vai responsabilizar-se por todos os danos causados pelo rebentamento da conduta.

Além dos prejuízos causados no Hospital da Marinha, a rotura danificou, pelo menos, sessenta viaturas e várias lojas e residências.

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