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Mau tempo. Há mil milhões de prejuízos em Leiria e 143 milhões na Marinha Grande

Mau tempo. Há mil milhões de prejuízos em Leiria e 143 milhões na Marinha Grande

Os autarcas de Leiria e da Marinha Grande revelaram esta quinta-feira as estimativas de prejuízos provocados pela depressão Kristin. Os estragos foram registados em equipamentos municipais, casas particulares e empresas.

RTP /
Lusa

Mil milhões de euros é a estimativa de prejuízos totais em Leiria, depois das várias tempestades que atingiram equipamentos municipais, casas particulares e empresas.

Só em equipamentos da autarquia, o prejuízo foi de 193 milhões de euros.O anúncio foi feito esta manhã pelo presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes.

“Juntando este levantamento, que não tem a floresta, e o outro que tínhamos anunciado, mas que é um cálculo que é feito por estimativa por nós e tem a ver com o peso do prejuízo nas habitações. E como peso do prejuízo na economia, devemos estar a falar de um prejuízo superior na ordem dos mil milhões de euros”, esclareceu o autarca de Leiria.
Uma das prioridades da autarquia é começar rapidamente a fazer obras nas escolas, refere Gonçalo Lopes.

Há uma preocupação muito importante com o parque escolar. É uma das nossas prioridades. As obras têm de começar rápido, e é por isso que algumas destas escolas já estavam classificadas como prioridade”, frisou o autarca de Leiria que acrescento que “é importante que haja esse investimento rápido, mas tem que ser um investimento que transforme o parque escolar em escolas que aguentam tempestades”.
Só a escola de Marrazes precisa de obras no valor de oito milhões de euros.

O Castelo de Leiria é o equipamento com prejuízos mais elevados no concelho. A recuperação vai custar dez milhões de euros.
Marinha Grande eleva prejuízos para 143 milhões Na Marinha Grande, os estragos da depressão Kristin são maiores, do que se pensava inicialmente.

O relatório preliminar apontava para 118 milhões de euros de prejuízos, mas a avaliação técnica realizada pelos serviços municipais fizeram subir para 143 milhões, o custo da destruição provocada pela tempestade.

Os danos são variados: em edifícios públicos, estradas, espaços verdes e equipamentos desportivos e culturais.Numa nota de imprensa, o município referiu que submeteu à CCDR Centro "os mapas detalhados dos prejuízos provocados" pela depressão Kristin que, no dia 28 de janeiro, "atingiu com grande violência todo o concelho, causando danos significativos em infraestruturas, equipamentos e áreas naturais".

"De acordo com a avaliação técnica realizada pelos serviços municipais, os prejuízos ultrapassam os 143 milhões de euros", adiantou aquela autarquia do distrito de Leiria.

"A dimensão dos prejuízos é avassaladora, tanto ao nível das infraestruturas municipais como das nossas instituições, que desempenham um papel essencial no apoio à comunidade", salientou ainda Paulo Vicente.

No levantamento remetido pelo município à CCDR Centro não estão incluídos os prejuízos registados no setor empresarial.

A 24 de fevereiro, o levantamento preliminar feito pelos serviços do Município da Marinha Grande apontava para mais de 118 milhões de euros em danos na sequência do mau tempo, especificando então que apenas os edifícios municipais apresentavam prejuízos superiores a 20 milhões de euros.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

c/ Lusa
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