Proteção Civil pede "cuidados redobrados" e alerta para risco de inundações junto aos principais rios

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Proteção Civil pede "cuidados redobrados" e alerta para risco de inundações junto aos principais rios

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para risco de inundações junto aos principais rios do país, devido à chuva persistente prevista até quarta-feira.

Inês Moreira Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

António Pedro Santos - Lusa

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RTP /

Dezenas de pessoas foram retiradas de casa em Avintes

O Rio Febros galgou as margens. Sete distritos da região Norte e Centro estão com aviso laranja para a chuva forte.

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Lusa /

Governo estende prazo para contribuintes afetados pagarem impostos até 30 de abril

O Governo deu mais um mês para os contribuintes dos concelhos afetados pelas tempestade Kristin cumprirem as obrigações fiscais que terminavam entre 28 de janeiro e 31 de março, estendendo o prazo até 30 de abril.

A decisão resulta de um despacho da secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, de 07 de fevereiro, publicado esta semana no Portal das Finanças.

O Governo dispensa os contribuintes "de acréscimos ou penalidades pelo atraso no cumprimento das obrigações fiscais, declarativas e de pagamento cujos prazos terminavam entre os dias 28 de janeiro e 31 de março de 2026, desde que essas obrigações sejam cumpridas até ao dia 30 de abril de 2026", salvaguarda-se no despacho.

O prolongamento abarca quer as obrigações declarativas à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), quer a entrega dos impostos que deveriam ocorrer dentro daquele prazo.

A decisão refere-se a obrigações fiscais como a entrega de IVA, retenções de IRS e IRC, ou o pagamento do Imposto Único de Circulação.

De acordo com o despacho, a extensão "aplica-se aos contribuintes que tenham domicílio fiscal nos concelhos abrangidos pelo âmbito territorial delimitado" pelas resoluções do Conselho de ministros que emitiram declaração de calamidade em 30 de janeiro e em 01 de fevereiro.

Além de abranger os contribuintes singulares, as empresas e outras entidades coletivas localizadas nestes concelhos, a prorrogação aplica-se "aos contribuintes cujos contabilistas certificados tenham sede ou domicílio nos concelhos" afetados "e que invoquem essa situação no momento da apresentação da defesa".

A secretária de Estado dos Assuntos Fiscais assegura que o despacho "será objeto de reavaliação em função da evolução da situação".

O Governo justifica o prolongamento agora decidido com a necessidade de garantir que os contribuintes afetados pelos estragos das tempestades "dispõe de condições adequadas para cumprir as suas obrigações fiscais, evitando que sejam penalizados por atrasos decorrentes desta situação excecional".

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

Proteção Civil alerta para previsão de chuva persistente e vento forte

A Proteção Civil indica que o quadro meteorológico se mantém hoje e até quarta-feira, com chuva persistente e "vento por vezes forte".

A maior preocupação é, neste momento, a precipitação e o risco de inundação nas zonas de bacias hidrogáficas, explicou o comandante da Proteção Civil, na conferência de balanço da situação.

Há risco significativo de inundação no rio Mondego, no Tejo, Sado, Sorraia, o Vouga e no Águeda. Ainda há risco de inundações em ribeiras e afluentes.

Há 11 planos distritais ativados, 125 planos municipais e 15 declarações de situação de alerta. Foram registadas, até ao momento, 13.388 ocorrências, há 46.235 operacionais envolvidos e 18.501 meios no terreno.

A queda de árvores é a ocorrência mais recorrente.

A Proteção Civil deixou ainda alertas para o risco de deslizamento de terras, devido ao solo instável e saturado.

"É preciso ter cuidados redobrados em zonas mais arborizadas", disse Mário Silvestre.
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RTP /

Transbordo do rio Coura obriga a corte de estradas e da ponte de Vilar de Mouros

A Estrada Nacional (EN) 301 entre Venade e Argela e a ponte de Vilar de Mouros, no concelho de Caminha, estão cortadas ao trânsito devido ao transbordo do rio Coura.
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RTP /

Balneário romano encerrado e estradas cortadas em São Pedro do Sul

O balneário romano de São Pedro do Sul está encerrado e várias vias do concelho encontram-se interditas ao trânsito devido ao mau tempo, que tem provocado desabamentos e inundações, avisou hoje esta autarquia do distrito de Viseu.
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RTP /

Deslizamento de terras destruiu parcialmente casa em Ponte da Barca

Um deslizamento de terras em Ponte da Barca destruiu parcialmente uma habitação e deixou um veículo soterrado. Não há, contudo, vítimas a registar.
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RTP /

Caminha assume estabilização de paredão de Moledo em risco de derrocada

"Face à gravidade da situação identificada, a Câmara de Caminha assumiu, de forma imediata e com caráter de urgência, a responsabilidade pela realização de uma empreitada de estabilização da estrutura, visando mitigar ao máximo os riscos de derrocada e garantir a segurança do local", explica, em comunicado, aquele município do distrito de Viana do Castelo.
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RTP /

Apoios à reconstrução de casas de até 5.000 euros pagos em três dias úteis

Os apoios financeiros a atribuir para reparar os estragos causados pelo mau tempo serão atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas operações até 5.000 euros, que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes.

De acordo com a portaria n.º 63-A/2026/1 - publicada na segunda-feira em suplemento do Diário da República e que regulamenta em matéria de habitação própria permanente a resolução do Conselho de Ministros que fixa os apoios a atribuir na sequência da declaração da situação de calamidade - estes serão transferidos para o IBAN indicado pelo requerente, a título de adiantamento ou de reembolso de despesas, contando-se os prazos desde a data de receção da candidatura completa.

Caso o apoio seja atribuído antes da indemnização decorrente de contrato de seguro, quando exista, o requerente deve reembolsar o valor da diferença entre o valor do apoio e o valor da indemnização, no prazo máximo de 15 dias a contar da data em que receber a indemnização.

Nos termos do diploma, são elegíveis as despesas com obras e intervenções necessárias à reparação, reabilitação ou reconstrução de habitação própria e permanente, sendo o seu valor determinado com base em estimativa elaborada sob a responsabilidade técnica dos serviços municipais ou de outra entidade contratada para o efeito.

O apoio para cada operação é de 100% da despesa elegível remanescente após dedução de indemnizações de seguro e outros apoios, caso existam, com o limite global de 10.000 euros por fogo habitacional.

Até ao montante de 5.000 euros é dispensada vistoria ao local, podendo a estimativa basear-se em registo fotográfico ou de vídeo apresentado pelo requerente.

A regulamentação agora publicada determinada ainda que a CCDR territorialmente competente valida, a título sucessivo, a estimativa apresentada, podendo para o efeito escolher uma amostra de candidaturas apresentadas ou solicitar as avaliações produzidas pelos serviços municipais ou por entidade contratada.

Também estabelecido é que os serviços municipais podem solicitar a articulação com as juntas de freguesia e a CCDR territorialmente competente de forma a assegurar o bom andamento dos processos de atribuição dos apoios.

O pedido de apoio é formalizado eletronicamente através de um formulário próprio, disponibilizado na plataforma eletrónica anunciada nos sítios eletrónicos do Governo e da CCDR territorialmente competente.

Caso tal não seja possível, é também possível apresentar a candidatura fisicamente, preenchendo o formulário próprio disponível nas câmaras municipais e nas juntas de freguesia, que deve ser posteriormente submetido por via eletrónica à CCDR por via eletrónica, utilizando a plataforma.

Podem beneficiar dos apoios os titulares de habitação própria e permanente ou arrendatários com contrato de arrendamento devidamente formalizado que tenham a situação tributária regularizada.

Assinada pelos ministros da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a portaria agora publicada entra em vigor hoje e produz efeitos desde 28 de janeiro passado.


C/Lusa
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RTP /

Distrito de Aveiro com 28 vias interditas ou condicionadas

De acordo com a atualização feita hoje, às 09h00, pela GNR sobre o estado das estradas no distrito de Aveiro, encontram-se 28 vias interditas ou condicionadas por motivos de inundação, desmoronamentos e abatimento do piso.
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RTP /

"É urgente tornar o nosso país mais resistente". Ministra do Ambiente visita concelho de Santarém

"A situação de cheias no rio Tejo está, neste momento, controlada", admitiu a ministra do Ambiente, recordando as situações "inéditas" registadas até sexta-feira, devido ao mau tempo.

"Felizmente, conseguimos controlar com as nossas barragens do Cabril e do Zêzere, em cooperação com Espanha" e não "chegámos sequer a um ponto crítico".

De visita aos concelhos afetados pelo mau tempo em Santarém, Maria da Graça Carvalho lembrou que "as últimas grandes cheias" nesta região aconteceram na década de 1970, tendo chegado aos 14 mil metros cúbicos por segundo. Desta vez, não chegou aos nove mil metros cúbicos.

"E neste momento temos três mil metros cúbicos - um valor muito longe do ponto crítico. Está a descer", disse ainda a governante.

Apesar de ainda haver inundações e risco de cheias, Maria Graça Carvalho fala em maior tranquilidade na zona e que a preocupação agora "é a consequência das chuvas nas arribas, os deslizamentos de terra".

O Governo tem que "olhar para os nossos financiamentos" e "redirecionar para as prioridades urgentes".

"A Comissão Europeia já deu um sinal", adiantou a ministra. "Temos que ver agora como é que adaptamos estes financiamentos para poder acudir" as zonas afetadas.

Segundo a ministra do Ambiente, "é urgente tornar o nosso país mais resistente".
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Lusa /

UE prepara sistema de mensagens via satélite para funcionar mesmo em apagão total

A Comissão Europeia está a preparar um sistema de comunicação por satélite que permitirá alertar todos os cidadãos da União Europeia em caso de emergência, mesmo em caso de apagão total, foi hoje anunciado em Estrasburgo.

Foto: E-Redes

Num debate no Parlamento Europeu (PE) sobre fenómenos meteorológicos extremos, em particular em Portugal, sul de Itália, Malta e Grécia, a comissária europeia para a Preparação e a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, adiantou que, "através do sistema de satélites Galileu, vai ser possível dentro em breve enviar mensagens a todos os cidadãos da UE em caso de emergência, mesmo que haja um apagão total".

A comissária reconheceu que as políticas atuais já não estão à altura das catástrofes: "Precisamos de prevenção, reparação e recuperação, mais instrumentos e mais bem adaptados" e, nesse sentido, Bruxelas irá apresentar em breve uma estratégia integrada para o clima e uma comunicação sobre combate a incêndios florestais.

No debate de hoje, o executivo comunitário estabeleceu que a UE "não está suficientemente preparada para os impactos" das catástrofes naturais, que colocam "desafios crescentes", defendendo ser "preciso pensar para além da resposta imediata, nas consequências a longo prazo".

Neste sentido, a comissária adiantou que, perante o risco de incêndios florestais no próximo verão, o executivo comunitário está preparar uma "comunicação sobre o combate aos incêndios e gestão de risco".

"Infelizmente, sabemos que estes eventos trágicos em Espanha, Portugal, Malta e Grécia não serão os últimos desta magnitude", referiu também, Lahbib, destacando que Bruxelas "está a preparar também uma estratégia integrada para a resiliência climática com medidas para as pessoas e as empresas, que traz mais clareza e informação sobre os riscos próprios de cada Estado-membro".

A comissária destacou que a UE está pronta para ajudar os Estados-membros recentemente afetadas por tempestades, referindo ainda que a luta contra as alterações climáticas pode ser reforçada com fundos de Coesão, da política agrícola, fundo social europeu, do programa Eramus+ nomeadamente na qualificação das forças de intervenção no sentido da recuperação.

"A UE tem de melhorar a preparação, combinar as forças nacionais com a coordenação europeia para melhor responder às necessidades perante fenómenos meteorológicos extremos", defendeu a comissária.

No debate, intervieram eurodeputados portugueses, tendo Lídia Pereira (PSD) destacado que "os eventos extremos deixaram de ser exceção" e avisando que, "se os tempos mudaram, a ação política também tem de mudar".

João Cotrim Figueiredo (IL) sugeriu a criação de um plano europeu de adaptação a catástrofes naturais e o fortalecimento do mecanismo de solidariedade europeu.

O eurodeputado João Oliveira (PCP) manifestou "incompreensão face à ausência de pedido de auxílio" pelo Governo de Lisboa ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil e pediu "medidas de fundo" e mecanismos de apoio financeiro para além do Programa de Recuperação e Resiliência.

Já Marta Temido (PS) lembrou que a bacia do Mediterrâneo e a Península Ibérica se tornaram a "zona zero da crise climática da Europa: vivemos entre incêndios devastadores e inundações catastróficas" e considerou que a coordenação nacional é essencial, "qualquer que seja o mecanismo europeu que está por detrás".

O eurodeputado Tiago Moreira de Sá (Chega) sublinhou que, em situações de emergência, "os apoios europeus têm de ser mais rápidos, eficazes e menos burocráticos", referindo também que "quando as populações precisam de ajuda imediata, a reposta não pode ficar refém de burocracias, procedimentos lentos ou calendários administrativos".

Catarina Martins (BE) apontou o dedo a "uma maioria de irresponsáveis" no PE que "recua em todos os compromissos climáticos", apelando a que a UE "esteja à altura do enorme movimento de solidariedade", nomeadamente em Portugal.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Hoje de manhã estavam ainda 35 mil clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica em consequência do mau tempo.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas e o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

NOS com 94% do serviço móvel e 92% do fixo já recuperados

A operadora NOS já recuperou 94 por cento do serviço móvel e 92 por cento do serviço fixo em todas as sedes dos concelhos afetados pelo mau tempo.

Atualmente, "94 por cento do serviço móvel da NOS já se encontra recuperado", informou a operadora em comunicado. Na rede fixa, "foi possível recuperar 92 por cento do serviço, desde que exista fornecimento de energia elétrica nas habitações ou instalações".

Os trabalhos de reposição "continuam em curso e decorrem de forma progressiva, mantendo-se condicionados por fatores externos tais como falhas persistentes de energia, dificuldades de acesso às zonas mais destruídas, exigências de segurança e condições meteorológicas adversas", referiu a NOS.

Segundo a empresa, "as equipas da NOS estão no terreno 24 horas por dia, 7 dias por semana, em estreita articulação com a Proteção Civil e as forças de segurança".

"Mantêm-se ativas medidas de contingência, incluindo a instalação de geradores, a mobilização de unidades móveis provisórias e a disponibilização de conectividade por satélite, com prioridade absoluta à garantia das comunicações que suportam os serviços críticos e as operações de emergência".

C/Lusa
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RTP /

Margens de Porto e Gaia podem ser inundadas novamente

A capitania do Douro refere que o caudal do rio está estável, mas as margens de Porto e Gaia podem ser inundadas esta semana. A preocupação mantém-se.

Não há registo de ocorrências na orla costeira nem na zona do rio Douro, durante a última madrugada. Mas dada a precipitação forte e persistente, há "grandes probabilidades" de "subir a cota" do rio nas próximas horas.

"Vamos continuar focado na altura da preia-mar, que é a altura que nos preocupa mais", afirmou à RTP o responsável da Capitania do Douro. "As medidas preventivas estão no terreno, os operacionais estão no terreno".

"Neste momento temos em vigor aviso amarelo para a agitação marítima. Portanto, ondas de quatro a cinco metros", adiantou, acrescentando que na quarta-feira passa a aviso laranja, com "ondulação entre cinco a seis metros, com picos de 11".
Recomenda-se, por isso, à população que evite circular nas zonas ribeirinhas.
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RTP /

Ereira continua isolada mas água do rio já começou a descer

A aldeia de Ereira, em Montemor-o-Velho, continua isolada e a população depende dos bombeiros para se deslocar numa pequena embarcação.

Há, contudo, uma boa notícia: já está a funcionar a bomba que pode ajudar a reduzir o nível do rio.
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RTP /

Rio Sorraia a descer em Coruche

Em Coruche, o rio Sorraia está a descer mas ainda ameaça as zonas ribeirinhas de cheias. Os campos agrícolas estão todos alagados.
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RTP /

Chuva intensa em Ponte de Lima

A chuva mais intensa já chegou a Ponte de Lima. Apesar do risco de cheias na região, o rio Lima já teve um caudal superior. A situação está, contudo, a agravar-se ao longo da manhã. O que pode levar a aumentar o caudal do rio e a provocar novas inundações.
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Mau tempo. Gouveia e Melo considera que MAI deveria pedir exoneração, entre críticas ao "improviso"

O ex-candidato à Presidência da República considera que o Governo falhou na organização da resposta às populações afetadas pelo mau tempo, realçando que a ministra da Administração Interna deveria pedir a exoneração. Defende uma estrutura de missão e uma espécie de "Plano Marshall" regional.

José Sena Goulão - Lusa

Num artigo de opinião publicado esta terça-feira no jornal Público, intitulado "Estado do improviso", Henrique Gouveia e Melo diz que "houve falhas no planeamento, no aviso antecipado, nos alertas claros à população, na comunicação do perigo e no aconselhamento prático do que deveria ser feito".

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada considera que o "Estado falhou" e que o "Governo é, perante os cidadãos, responsável pela resposta do Estado e terá, necessariamente, de tirar consequências políticas do que aconteceu".

"O primeiro-ministro deve refletir se, perante a evidente falta de preparação e capacidade da ministra da Administração Interna, esta tem condições para permanecer no lugar. Parecer-me-ia adequado que a senhora ministra pedisse, por sua própria iniciativa, a sua exoneração -- a bem do Governo e do país", sublinhou.

"Portugal deve abandonar lógicas corporativas dentro do Estado e atribuir funções às entidades com mais preparação e capacidade para agir em desastres e crises”, advoga.

"A Proteção Civil tem de ser remodelada de alto a baixo: deve ser fortemente profissionalizada, liberta de clientelas políticas e verdadeiramente capacitada", disse, lembrando que num outro artigo, no verão passado, propôs a criação, nas Forças Armadas, de uma grande unidade, ou mesmo um novo ramo, dedicado à proteção civil".

Na opinião de Gouveia e Melo, o primeiro-ministro tem de criar uma 'task force', ou uma Estrutura de Missão, mas na sua dependência direta, para colocar todos os ministérios a trabalhar de forma efetivamente coordenada, com unidade de propósito e comando.

"As tarefas de organização, coordenação, comunicação e liderança devem estar sob a dependência direta dessa estrutura de crise. Deve ser criada uma estrutura logística de apoio, com um nível central de coordenação e concentração, que alimente postos desconcentrados de resposta junto das populações afetadas", disse.

Gouveia e Melo considerou, entre outros, que devem ser acionados todos os mecanismos de solidariedade e financiamento comunitário, produzida legislação adequadas para responder às consequências negativas das tempestades.

"Devemos criar um 'Plano Marshall' regional e localizado, que recupere e desenvolva ", disse.


Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


c/Lusa
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Muitas zonas ainda inundadas na Ribeira de Santarém

A Ribeira de Santarém ainda está inundada, apesar de o rio estar a descer.
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RTP /

Muita chuva em Amarante. Caudal do rio Tâmega deve voltar a subir

Em Amarante está a chover com muita intensidade. Começou na madrugada desta terça-feira e prevê-se que se prolongue até quarta-feira. Ainda assim, a cota do rio Tâmega já desceu, comparativamente aos últimos dias. 
Todas as barragens, tanto do Tâmega como do Douro, estiveram a debitar na segunda-feira para ter capacidade de armazenamento para a chuva prevista para as próximas horas. 

Com os solos saturados e a chuva persistente, o caudal do rio deve voltar a subir.
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35 mil clientes da E-Redes ainda sem energia

Há um total de 35 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, que continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de janeiro. A empresa indicou que, pelas 8h00 desta terça-feira, "tinha por alimentar 41 mil clientes, sendo que nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 35 mil clientes". 

Leiria é o distrito mais afetado com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra mil.

C/Lusa
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Avintes alagado. Caudal do rio Douro continua a subir

Em Avintes, o caudal do rio subiu cerca de três metros. Há casas e estabelecimentos completamente alagados. Com o agravamento do tempo e a chuva forte esperada para os próximos dias na região norte do país, o rio continua a subir e a alagar as zonas ribeirinhas.
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RTP /

Município de Chaves ativou plano de emergência

Chaves ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, devido ao risco cheias e inundações. O caudal do rio Tâmega galgou as margens e atingiu zonas agrícolas e alguns equipamentos públicos. A situação poderá agravar-se.
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Caudal do Douro está estável mas água deve inundar margens esta semana

A situação no rio Douro "está equilibrada", mas segundo o comandante adjunto da Capitania do Douro estima-se que a água volte à margem esta semana.
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Ordem dos Engenheiros apoia vistoria às infraestruturas rodoviárias e pontes

O bastonário da Ordem dos Engenheiros concorda com a iniciativa do Governo em mandar vistoriar a todas as obras de arte e infraestruturas críticas do país. “Quando se tratar de vidas de pessoas é perfeitamente aceitável”, refere Fernando de Almeida Santos.

Foto: Luís Forra - Lusa

Contudo, o bastonário acredita não haver motivo para alarme, já que as principais infraestruturas do país têm vistorias regulares.

Uma medida anunciada pelo Governo, devido aos vários incidentes que têm ocorrido no país devido ao mau tempo.

Relativamente ao prazo para a vistoria, Fernando de Almeida Santos diz que depende de quantos locais forem visitados, e do material disponível.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros sugere que haja, para precaver catástrofes, um orçamento para vistorias e obras.

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Parlamento Europeu debate fenómenos meteorológicos extremos

O Parlamento Europeu debate os fenómenos meteorológicos extremos que têm atingido nas últimas semanas vários países da União Europeia (UE), nomeadamente Portugal.

A assembleia europeia pretende discutir a necessidade de reforçar os mecanismos de preparação, prontidão e solidariedade da UE, na sequência dos recentes fenómenos meteorológicos extremos que afetaram também Espanha, sul de Itália, Malta e Grécia, provocando inundações, deslizamentos de terra e as ondas mais altas já registadas no Mediterrâneo.

Os eurodeputados vão questionar representantes da Comissão Europeia sobre a ação da UE para prevenir e preparar-se para as catástrofes naturais. 

Em março de 2025, o executivo comunitário apresentou a Estratégia da UE para a União da Preparação, para apoiar os países do bloco afetados através do reforço da proteção civil e do financiamento.



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Circulação ferroviária continua condicionada nas linhas do Norte, Cascais e Douro

No Oeste e urbanos de Coimbra a circulação está suspensa

O mais recente balanço da CP dá conta que na linha do norte os serviços de longo curso decorrem de forma parcial e os serviços regionais realizam-se entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa. 

Quanto à linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários. 

Na linha do Douro, a circulação está suspensa entre a Régua e Pocinho.
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Proteção Civil alerta para inundações

O quadro meteorológico de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental deverá manter-se até quarta-feira, indicou a Proteção Civil, alertando para um aumento das inundações, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

"Os nossos rios, neste momento, estão no limite da capacidade e, portanto, é natural que com esta precipitação haja, novamente, um aumento da gravidade das inundações um pouco por todo o país, nomeadamente na zona Norte e Centro", afirmou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.

Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar durante o dia de terça-feira em aviso laranja devido à chuva "persistente e por vezes forte", adiantou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). 

Este aviso é válido entre as 06h00 e as 18h00 e estes distritos entram em aviso amarelo a partir das 00h00 de terça-feira.

Durante o mesmo período Bragança, Guarda, Setúbal, Santarém, Castelo Branco e Coimbra estarão sob aviso amarelo.

A chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo.

A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Alexandra Fonseca.
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"Parece que estão a brincar". Vigília em Leiria pelas vítimas do mau tempo com críticas ao Governo

Parte do concelho de Leiria permanece sem energia e a população sente-se revoltada. Esta noite, centenas de pessoas juntaram-se na cidade para prestar homenagem às vítimas mortais do mau tempo, levando a cabo um minuto de silêncio e segurando velas.

Foto: Paulo Cunha - Lusa

"O nosso país está a passar por uma situação de catástrofe e os nossos governantes parece que estão completamente alheados a esta realidade. Não há respostas que sejam suficientes para a população", disse à RTP

"A cada comentário que tecem, parece que estão a brincar e que não têm vergonha absolutamente nenhuma nem respeito pelo povo português"

Esta habitante destacou os casos de pessoas na Marinha Grande a passar dificuldades extremas, assim como idosos em toda a região que estão isolados.

No cartaz que segurava lia-se a frase: "Condolências aos governantes que não evitaram a trágica consequência de perderem a decência".

O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, participou nesta vigília do movimento Reerguer Leiria.
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Montemor-o-Velho. Freguesia da Ereira está isolada há sete dias

A população tem de atravessar o rio de barco para ir buscar medicamentos ou comida.

Nas últimas horas, a água baixou alguns centímetros, mas poderá voltar a subir.
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Valada do Ribatejo continua isolada

De Valada do Ribatejo só se consegue entrar ou sair de barco. Os moradores não se mostram preocupados, mas criticam a falta de manutenção dos diques em redor da aldeia.

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Arruda dos Vinhos pede ao Governo que decrete situação de calamidade

Quase todas as estradas do concelho estão destruídas e há já casas a colapsar.

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