Mau tempo. Proteção Civil registou mais de 1.500 ocorrências até às 22h00

Mau tempo. Proteção Civil registou mais de 1.500 ocorrências até às 22h00

 

Lusa /

Portugal continental registou até às 22:00 de hoje mais de 1.500 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo inundações, queda de árvores ou estruturas e deslizamento de terras, adiantou a Proteção Civil.

Num balanço à Lusa pelas 22:15, o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Paulo Santos referiu que se registaram, entre as 00:00 e as 22:00 de hoje, 1.586 ocorrências.

Os números anteriores divulgados pela ANEPC, até às 18:00, indicavam 1.439 ocorrências.

Paulo Santos sublinhou que as zonas mais afetadas continuam a ser a Área Metropolitana do Porto, Coimbra e a região do Oeste.

O oficial da ANEPC acrescentou que não tem registo de vítimas ou de ocorrências significativas nas últimas horas, mas lembrou que "os serviços municipais de proteção civil em todo o país vão dando apoio à população nas inundações urbanas que vão ocorrendo, pela precipitação intensa ou o transbordo do leito de alguns rios".

Os dados em concreto sobre estas ocorrências não estão disponíveis, indicou ainda.

Apesar da situação tender a estabilizar, Paulo Santos realçou que na madrugada de quarta-feira se prevê vento muito intenso, um "elemento potenciador de novas ocorrências".

Todo o norte e centro do país está de prevenção, com pré-posicionamento de meios dos serviços municipais da Proteção Civil, acrescentou.

"Diferentes agentes de Proteção Civil também estão de prevenção, como os bombeiros com reforços de equipas nos respetivos quartéis, a Força Especial de Proteção Civil com pré-posicionamento de meios nas suas bases espalhadas na região centro e norte do país e a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR nas bases mais a sul", referiu Paulo Santos.

O oficial da ANEPC instou também os cidadãos a "fazerem a sua parte", seguindo os "conselhos das autoridades de não se aproximarem das zonas costeiras e evitarem deslocações desnecessárias".

Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias - Ingrid e Joseph -, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, o estado do tempo vai agravar-se a partir das 00:00 de quarta-feira, com maior impacto entre as 03:00 e as 06:00, altura em que se prevê vento muito intenso, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros por hora.

A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face a nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.

O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como "ciclogénese explosiva", termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

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