País
Médicos anunciam greve geral de três dias no final de novembro
O Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos reuniram-se em Coimbra para analisar a proposta do Orçamento do Estado para o Serviço Nacional de Saúde e a resposta à situação de rutura em vários hospitais do continente a às demissões em bloco dos profissionais em protesto. No final da reunião anunciaram uma greve geral para dias 22, 23 e 24 de novembro.
"As propostas do Orçamento do Estado são de tal modo insuficientes que mal merecem a nossa consideração", acrescentou, para justificar a decisão de greve.
"Preferíamos avançar por um processo de negociação séria" mas, "por pressão dos nossos associados", a decisão foi por uma "reivindicação mais dura" de "marcação de uma greve geral de médicos no fim de novembro", explicou Manuel Carrilho.
Já Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM, sublinhou que o "objetivo da greve é exigir o financiamento do Serviço Nacional de Saúde. Passarmos das palavras aos actos".
"Em 2020 os médicos deram oito milhões de horas extraordinárias", e "é evidente um pouco por todo o país que os médicos, apesar de todos os esforços feitos, não conseguem aguentar mais", referiu, sublinhando que os profissionais farão a greve "de coração apertado".
"É um grito de alerta", afirmou.
A Ordem dos Enfermeiros marcou por seu lado uma greve para a primeira semana de novembro.