Médicos de Saúde Pública alertam para a importância do "ar condicionado" na habitação nas ondas de calor

Médicos de Saúde Pública alertam para a importância do "ar condicionado" na habitação nas ondas de calor

As ondas de calor deste verão em Portugal já provocaram quase 700 mortes acima do esperado para esta altura do ano. Face a estes números elevados de vitimas em que os idosos foram os mais afetados, a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública alerta os poderes públicos para a necessidade de haver medidas e incentivos para que mais população tenha acesso a ar condicionado em casa ou a um melhor isolamento das casas.

Arlinda Brandão - RTP Antena 1 /

Foto:Arlinda Brandão - RTP Antena 1

João Paulo Magalhães, vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública ouvido pela rádio pública, chama a atenção para a dificuldade de em Portugal não se conseguir refrescar as casas quando as temperaturas são elevadas e não descem o suficiente durante a noite: "uma das recomendações que nós fazemos sempre quando enfrentamos uma onda de calor, é que as pessoas possam estar pelo menos duas horas durante o dia expostas a um ambiente mais fresco. Estas pessoas idosas têm condições de habitação que não são as ideais e não têm qualquer tipo de aparelho como um ar condicionado; que pode ser por si só ser uma ferramenta, quando enfrentamos estas ondas de calor.

Para a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública as características de muitas habitações provocam ao organismo um constante stress com o calor. E por isso, João Paulo Magalhães alerta os organismos públicos para a possibilidade de haver apoios que possam ser concedidos para a compra destes equipamentos: "haver incentivos para a compra desses materiais e os próprios municipios até podem adquirir e fornecer aos idosos, isso pode acontecer".

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Publica pede mais medidas ao governo e aos municipios, para se poder reduzir o número de vitimas em períodos de ondas de calor.
Os dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge revelam que até ao final do mês de julho o país teve três períodos de excesso de mortalidade e dois destes episódios coincidiram com os dias de temperaturas muito elevadas. As pessoas com mais de 75 anos e com vários problemas de saúde foram as mais afetadas.

PUB