Médicos do SNS voltam em janeiro a ter de fazer 150 horas extraordinárias

Os médicos do SNS que se têm recusado a cumprir horas extraordinárias, por já terem ultrapassado as 150 horas obrigatórias por ano, voltam a ter de esticar o horário, se for necessário.

Antena 1 /

Foto: Estela Silva - Lusa

Apesar deste alívio para o Serviço Nacional de Saúde, o Movimento Médicos em Luta garante que será apenas provisório. A porta-voz Susana Costa, ouvida pela Antena 1, avisa que as 150 horas de trabalho suplementar vão esgotar-se nos primeiros meses de 2024. E os problemas vão continuar a agravar-se, prevê.

Nesta altura, diz Susana Costa, já se sabe que vai ser preciso mexer nas escalas no arranque do próximo ano. As urgências terão menos especialistas e alguns serviços de urgência vão perder especialidades - por exemplo, o Hospital da Póvoa vai perder a especialidade de cirurgia geral à noite.

Há também, avisa a porta-voz do Movimento Médicos em Luta, muitos diretores de serviço já com as minutas prontas no bolso para bater com a porta. Isso pode acontecer, em alguns casos, já nos primeiros dias de janeiro.
O protesto e o movimento vão manter-se em 2024.

A porta-voz acredita mesmo que o boicote às horas extraordinárias vai crescer em 2024.  Os médicos perceberam, diz Susana Costa, que não vale a pena levar o SNS às costas.
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