Mensagem de Fátima foi instrumento anticomunista e de reforço do Estado Novo
Lisboa, abr (Lusa) - A utilização da mensagem de Fátima como instrumento ideológico anticomunista pela Igreja Católica e outras entidades internacionais foi particularmente evidente durante a Guerra Fria, num país que usou a Cova da Iria para "reforçar o Estado Novo".
Esta é a opinião de vários especialistas académicos que investigaram a importância histórica do culto mariano de Fátima que, no entanto, não concordam na existência de uma campanha organizada para combater comunismo, pré-acordada pelos vários intervenientes.
"O culto a Maria nos anos de 1930 e 40 em Portugal funcionou, essencialmente, como um culto antissoviético, anticomunista e pró-colonialista", disse à Agência Lusa o sociólogo Moisés do Espírito Santo, também professor jubilado da Universidade Nova de Lisboa e doutorado em sociologia das religiões.