Metade dos residentes de Odemira são estrangeiros, em Lisboa são 30% diz relatório
Pouco mais de metade da população de Odemira é estrangeira, segundo um relatório hoje divulgado, que indica também Lisboa como o concelho com mais residentes não nacionais (200 mil, 30,4% do total).
Numa análise por concelho ao «Relatório de Migrações e Asilo 2025», que foi hoje divulgado pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), conclui-se que há uma forte pressão de população estrangeira no Algarve e na Grande Lisboa, com Odemira é ser caso extraordinário no Alentejo.
Portugal tinha no final de 2025 um total de 1.585.854 cidadãos estrangeiros a residir no país, mais 38 mil que no ano anterior, segundo o relatório que data de 31 de dezembro de 2025.
No total, os estrangeiros correspondem a 13,9% dos 11.424.031 residentes em Portugal, contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no final de dezembro de 2025 (658.236), o mesmo momento referido no relatório hoje divulgado.
Odemira tem uma população total de 44.043 residentes, dos quais 22.038 (50,04%) são estrangeiros, mas numa análise à lista, Albufeira é outro dos municípios que apresenta maior percentagem de população estrangeira (41,6% dos residentes), 26.371 estrangeiros em relação aos 63.375 residentes.
No que respeita aos valores absolutos por concelho, Lisboa é o que tem mais estrangeiros, num total de 200.073, que correspondem a 30,4% da população estimada pelo INE.
Segue-se Sintra (98.652 estrangeiros em 449.456, correspondente a 22%), Porto (60.351 estrangeiros, 22,1%), Cascais (53.683, 22,1%), Amadora (55.457, 30% do total), Loures (51.134, 21,6%), Odivelas (50.082, 27%) e Almada (39.098, 19,3%), Seixal (35.633, 18%), Braga (29.842, 14%), Loulé (29.721, 31,5%), Gaia (29.626, 9,2%).
A grande maioria dos concelhos tem uma quantidade de estrangeiros inferior à média nacional, com exceção da grande Lisboa, alguns concelhos do grande Porto e locais de destino de expatriados, com forte oferta turística ou produção agrícola, que têm sido destino laboral de muitos não nacionais.
Numa análise ao documento, encontram-se concelhos com forte presença percentual de estrangeiros como são os casos de Lagos (39,6%), Portimão (29,6%), Lagoa (26%), Ferreira do Alentejo (23%) ou Monchique (21,7%).
Nas ilhas, a percentagem de estrangeiros é inferior ao continente, sendo Ponta Delgada o concelho que tem mais não nacionais residentes (11.719), um número que corresponde apenas a 10,3% do total da população, 3,5 pontos percentuais abaixo da média nacional.
Mas a dispersão pelo território é evidente: dos 308 concelhos portugueses, 171 têm mais de mil estrangeiros residentes e 36 têm mais de 10 mil.
Entre os concelhos com menos estrangeiros está o município açoriano do Corvo, com apenas 18 pessoas (4,1% da população total. No continente, esse é o caso de Barrancos, com 28 estrangeiros (2% do total).
No que respeita aos distritos, é o Algarve o que tem maior percentagem de estrangeiros (34,5%) sobre o total, apesar de ser apenas o quarto com maior número absoluto (167.124 residentes não nacionais).