Mil crianças no Desafio do Coração

Arranca amanhã, a partir das 10 horas, mais uma edição do Desafio do Coração da Fundação Portuguesa de Cardiologia no estádio Universitário em Lisboa. Para este desafio estão confirmadas a presença de mil crianças oriundas de várias escolas de Lisboa que terão a oportunidade de receber conselhos sobre a importância de uma alimentação Mediterrânica associada a exercício físico.

RTP /
Desafio do Coração no Estádio Universitário DR


O Desafio está aberto igualmente a população de Lisboa pois pretende-se com o Desafio do Coração alertar homens e mulheres para a mudança de comportamentos e reforça-se a necessidade da alimentação saudável e da atividade física, bastando apenas andar meia hora por dia para fazer maravilhas pelo coração.

No âmbito de Maio Mês do Coração, a Fundação Portuguesa de Cardiologia alerta a população portuguesa para a importância de a Dieta Mediterrânica fazer parte das casas dos portugueses. Em Portugal, 70% da população tem colesterol elevado, 20% é fumadora ou obesa, 40% é hipertensa, a maioria é sedentária (somos o país da União Europeia com menos praticantes de atividade física). As mulheres quando chegam a idade da menopausa aumentam o risco cardiovascular, por essa razão as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte.

Assim nos dias 9, 10, 11 de Maio, a Fundação Portuguesa de Cardiologia promove nova edição do Desafio do Coração a ter lugar no Estádio Universitário em Lisboa. Nestes espaços, os técnicos de saúde, irão sensibilizar as crianças de várias escolas e população em geral para a prática de atividade física e para uma alimentação saudável. O percurso inclui ainda a avaliação de alguns fatores de risco, como seja medir a tensão arterial, dosear o nível de colesterol total, medir o índice de massa corporal, o perímetro abdominal, e outros parâmetros.

A necessidade de uma mudança radical nos hábitos de vida não saudáveis é imperiosa sobretudo quando o Governo gasta cada vez mais dinheiro no tratamento de doenças que são em grande parte evitáveis. Desta forma, o padrão alimentar mediterrânico, enquanto produto da sua geografia e da sua história, baseia-se num conjunto de tradições alimentares de países do mediterrânico, como a Grécia, Itália, Espanha e Portugal e as pessoas que adoptam esta dieta têm uma incidência menor em doenças cardiovasculares e cancros que em outras partes do mundo.

Esta diferença é explicada pelo uso quase exclusivo do azeite, uma gordura monoinsaturada que ajuda a manter as artérias saudáveis, e à complexidade nutricional desta dieta, rica em fibras e antioxidantes derivados de vegetais e legumes e ao consumo baixo e pouco frequente de carnes vermelhas e lacticínios.

A Dieta Mediterrânica, rotulada como um estilo de vida, é amplamente reconhecida como uma parte significativa da herança, identidade e património cultural português e de todos os povos da região mediterrânica.

É uma maneira de compartilhar a vida, a agricultura sustentável e respeito pelo meio ambiente e por esse motivo a Fundação Portuguesa de Cardiologia decidiu realizar um conjunto de actividades, durante o mês de Maio, com o objectivo de sensibilizar o grande público da importância social das doenças cardiovasculares e de como através deste padrão alimentar se pode, em grande parte, evitá-las.
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