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Milhares de pessoas na praça D. João I, Porto, contra a austeridade

Porto, 13 out (Lusa) - A marcha de protesto que partiu hoje da praça da Batalha, no Porto, decorreu ao som do bater de tachos e sob a égide de um coelho esfolado e crucificado para culminar em vários concertos contra a austeridade.

Lusa /

Depois de passar pela rua de Santa Catarina e pela Câmara do Porto, vários milhares de pessoas acabaram por se concentrar ao final da tarde na praça D. João I para ver artistas como Capicua, Manuel Cruz, dos Ornatos Violeta, e a vocalista dos Clã, Manuela Azevedo.

Rodeada por diversas faixas contra a `troika`, a austeridade e governantes, a manifestação cultural "Que se lixe a `troika`, queremos as nossas vidas!" (apelo lançado pelas redes sociais), fez-se ao som de música contra o sistema, que incluiu o tema "FMI", de José Mário Branco, cantado por Manuela Azevedo.

"Estou a manifestar-me pessoalmente, como cidadã, até mesmo mais do que como artista e em representação dos outros cidadãos que fazem parte dos Clã", disse à Lusa a vocalista Manuela Azevedo, para quem o protesto "não é propriamente contra a `troika`, porque se a `troika` está cá é porque a trouxemos para cá".

"Mais do que isso, é um grito de revolta contra o facto de não nos sentirmos representados pela nossa classe política", disse Manuela Azevedo. "Não só contra os políticos que nos governam agora, mas também aqueles que já nos governaram e os que estão na oposição", sublinhou, considerando que "há um grande divórcio entre aquilo que as pessoas querem saber e aquilo que os políticos lhes dizem".

Já para Renato Oliveira, músico de 34 anos do projeto Olive Tree Dance, "esta manifestação cultural é, no fundo, a favor da implementação de novas políticas no país, de novos políticos e por uma mudança radical do controlo do `lobby` económico" em Portugal.

Para o músico, que atuaria também na praça D. João I, "é preciso revolucionar o sistema em Portugal, é preciso revolucionar a mentalidade de Portugal, é preciso fazer a revolução não através da mente, mas através do coração".

Na manifestação cultural "Que se lixe a `troika`, queremos as nossas vidas!", a que se juntou a marcha do bater de tachos do movimento internacional "Global Noise", participaram também alunos da Academia Contemporânea do Espectáculo e estavam ainda agendadas atuações de António Capelo, O Silêncio da Gaveta, Palmilha Dentada, Osso Vaidoso, Vozes ao Alto, As 3 Marias, Helena Sarmento, Nuno Prata e Óscar Branco.

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