Milhares despediram-se de Fialho Gouveia com aplausos e saudações

Alguns milhares de pessoas despediram- se hoje do apresentador José Fialho Gouveia com aplausos e saudações emocionadas, acompanhando as cerimónias fúnebres na Basílica da Estrela, Lisboa, e no Cemitério dos Olivais, onde o corpo foi cremado.

Agência LUSA /
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Conhecido por programas de televisão, como "Zip Zip", "A visita da Cornélia" ou "A Arca de Noé" e outros tantos de rádio, Fialho Gouveia morreu no sábado, aos 69 anos, vítima de doença cardiovascular nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Hoje, a Basílica da Estrela foi pequena para acolher todos os que quiseram prestar uma última homenagem ao comunicador.

Actores, músicos, jornalistas, profissionais da rádio, televisão, dirigentes do Benfica, e muitas centenas de populares, que aguardaram na rua o final da missa de corpo presente para aplaudir a passagem do caixão, coberto com o cachecol do clube encarnado, e entoar o nome de Fialho Gouveia.

Vítor de Sousa, Artur Agostinho, Rui Pêgo, Luís Filipe Vieira, Joaquim Letria, Fernando Seara, Judite de Sousa, António Vitorino de Almeida, Eládio Clímaco, Toni, Raúl Solnado, Joaquim Furtado, José Raposo, António Macedo, Adelino Gomes, João Braga, foram apenas alguns dos nomes conhecidos presentes nas cerimónias.

Presente nas cerimónias fúnebres, a mulher de Carlos Cruz, Raquel, expressou aos jornalistas a tristeza do marido por não ter sido autorizado pelo tribunal a ir ao funeral de Fialho Gouveia, que "via como um irmão".

No âmbito do processo Casa Pia, Carlos Cruz está obrigado a permanecer na sua zona de residência, em Cascais, desde o passado dia 31 de Maio.

"Não havia juízes de turno porque não trabalham ao fim de semana. Tentou-se tudo, mas não foi possível", disse Raquel Cruz, acrescentando que Carlos Cruz via Fialho Gouveia, com quem apresentou o "Zip Zip" na década de 1960, "como um irmão".

"Está muito revoltado por não poder estar presente", desabafou.

Também no Cemitério dos Olivais, onde o corpo chegou por volta das 16:40 para ser cremado, se juntaram milhares de pessoas no último adeus a Fialho Gouveia, definindo-o como "um homem simples e humildade, mas alegre ao mesmo tempo".

Aos jornalistas, João Malheiro, ex-porta-voz do Benfica, recordou "o enormíssimo amigo".

"Há cerca de um ano e meio, no meu aniversário, disse que se fosse miúdo e alguma coisa acontecesse aos meus pais, gostaria de ficar à guarda do José Fialho", contou.

"Essa é a melhor homenagem que lhe posso prestar", considerou.

SCS.

Lusa/Fim


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