Milhões avançam para obras nos aeroportos de Lisboa e Montijo

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As obras no aeroporto de Lisboa vão avançar
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A ANA - Aeroportos de Portugal vai investir mais de 1700 milhões de euros na expansão do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e na construção do novo aeroporto no Montijo.

Na cerimónia de assinatura do acordo de financiamento do novo aeroporto do Montijo, na Base da Força Aérea, que em 2022 deverá estar pronta para o uso civil, marcarão presença o primeiro-ministro, António Costa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, o responsável máximo da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

A assinatura vai ocorrer quando ainda não foi entregue o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) pela ANA, tendo, na semana passada, Pedro Marques assegurado que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas e que o documento deve ser entregue no primeiro trimestre.

Os jornais desta terça-feira revelam que o acordo que vai ser assinado com o Governo prevê que as taxas aeroportuárias no Montijo vão ser mais baratas.

Para já, avançam as obras no aeroporto de Lisboa, como conta a jornalista Rosa Azevedo.


Entre a população do Montijo espera-se que o aeroporto traga desenvolvimento à cidade e à margem sul. Mas há os que têm dúvidas e desconfiança.

A repórter Arlinda Brandão foi saber das expectativas de quem vai ter turistas e aviões por perto.

Se para o comércio a construção do aeroporto é encarada como um impulso ao negócio, com a hipótese de mais clientes e vendas, para os residentes no concelho da Moita a questão não é pacífica.

Uns estão preocupados como o aumento do ruído, perda de qualidade de vida, risco de acidentes aéreos e danos nas habitações. Outros residentes sublinham que já estão habituados com o som dos aviões militares e que o novo aeroporto vai criar emprego.

A reportagem junto da população com o jornalista João Ramalhinho.

O presidente da Câmara Municipal da Moita disse à Antena 1 que o Governo não deveria assinar o acordo antes da aprovado o plano de impacto ambiental e sublinha que a nova infraestrutura não vai resolver de forma definitiva as necessidades do país e terá graves impactos na qualidade de vida da população com ruído e poluição, mas também consequências negativas para a avifauna local.

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