Militares da GNR detidos por crimes contra imigrantes

Militares da GNR detidos por crimes contra imigrantes

Quatro militares da GNR foram detidos pela Polícia Judiciária de Setúbal. São suspeitos de sequestro, invasão de domicílio e ofensas à integridade física a imigrantes nepaleses. Um dos detidos é dirigente sindical.

RTP /
A operação da Polícia Judiciária de Setúbal contou com o apoio da GNR na detenção de quatro militares da Guarda. Foram detidos nos postos onde estavam colocados. São suspeitos de vários crimes e "encontram-se indiciados pela comissão dos crimes de ofensa à integridade física qualificada, sequestro agravado e violação de domicílio por funcionário, factos praticados no início de outubro do ano transato, no concelho de Odemira".

Os alegados crimes terão ocorrido em Odemira e Vila Nova de Milfontes, no Alentejo.

O conflito terá começado com uma discussão entre o empregador e os dois trabalhadores agrícolas nepaleses. Um militar da Guarda, amigo do patrão, ter-se-á envolvido na discussão.

Mais tarde, acompanhado de outros três guardas da GNR, terá invadido a casa dos nepaleses, que terão sido então sequestrados e agredidos.

Aa investigação ao caso avançou depois de a própria GNR ter elaborado um auto de notícia.

Fonte da Associação Sindical dos Profissionais da Guarda, confirmou à RTP que um dos militares detidos é dirigente sindical da associação sócio-profissional independente da Guarda.

Os quatro militares vão ser presentes esta 5ª feira ao tribunal de Odemira para aplicação de medidas de coação.


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