País
"Militares não trabalham debaixo da mesa", responde ex-CEMGFA a ministro da Defesa
O ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) Luís Araújo declarou que "os militares não trabalham debaixo da mesa", lamentando expressões do ministro da Defesa sobre antigos líderes das Forças Armadas (FA).
"Os militares não trabalham debaixo da mesa. Isso, normalmente, é muito usual noutros setores da nossa atividade nacional, aos quais não me quero estar a referir agora. Os militares fazem tudo às claras. Eu, pelo menos, fui assim educado", afirmou, em declarações à agência Lusa.
Antes, o responsável governamental, Gomes Cravinho, tinha afirmado à Lusa que não se intimidava com "manobras escusas" para "perpetuar a influência" nas FA de "agremiações de antigos chefes militares", numa clara alusão ao GREI (Grupo de Reflexão Estratégica Independente).
Esta associação congrega ex-chefes militares e oficiais na reserva ou reforma e, além de posições públicas de vários membros, reuniu com os vários grupos parlamentares para criticar as alterações legislativas defendidas pelo Governo para o setor.
Os antigos responsáveis militares condenam o "desaparecimento da maior parte dos graus intermédios de comando e de direção", sublinhando que será uma "fonte de permanente atrito entre os patamares de Ministro da Defesa Nacional (MDN), CEMGFA e do Conceito Estratégico Militar (CEM)".
Para o membro do governo minoritário do PS, "existe, claramente, um conjunto de manobras escusas por parte de uma agremiação de antigos chefes militares para tentarem perpetuar a influência que tinham em relação às FA, mas, em democracia, não é assim que as coisas funcionam".
As propostas do executivo liderado por António Costa para alterar a Lei de Defesa Nacional e a Lei Orgânica de Organização das FA (LOBOFA) vão ser apreciadas, num primeiro momento, esta terça-feira, na comissão parlamentar de Defesa Nacional, seguindo-se o debate alargado em sessão plenária na semana seguinte.
O executivo, na senda de tentativas similares por parte de outros Governos, em 2009 (PS) e 2014 (PSD/CDS-PP), pretende concentrar mais poderes e competências na figura do CEMGFA, em termos de comando operacional conjunto dos três ramos (Marinha, Exército e Força Aérea).
O antigo Presidente da República, inerentemente Comandante Supremo das FA, segundo a Constituição, o general Ramalho Eanes, também já condenou as mexidas legislativas em causa.
Antes, o responsável governamental, Gomes Cravinho, tinha afirmado à Lusa que não se intimidava com "manobras escusas" para "perpetuar a influência" nas FA de "agremiações de antigos chefes militares", numa clara alusão ao GREI (Grupo de Reflexão Estratégica Independente).
Esta associação congrega ex-chefes militares e oficiais na reserva ou reforma e, além de posições públicas de vários membros, reuniu com os vários grupos parlamentares para criticar as alterações legislativas defendidas pelo Governo para o setor.
Os antigos responsáveis militares condenam o "desaparecimento da maior parte dos graus intermédios de comando e de direção", sublinhando que será uma "fonte de permanente atrito entre os patamares de Ministro da Defesa Nacional (MDN), CEMGFA e do Conceito Estratégico Militar (CEM)".
Para o membro do governo minoritário do PS, "existe, claramente, um conjunto de manobras escusas por parte de uma agremiação de antigos chefes militares para tentarem perpetuar a influência que tinham em relação às FA, mas, em democracia, não é assim que as coisas funcionam".
As propostas do executivo liderado por António Costa para alterar a Lei de Defesa Nacional e a Lei Orgânica de Organização das FA (LOBOFA) vão ser apreciadas, num primeiro momento, esta terça-feira, na comissão parlamentar de Defesa Nacional, seguindo-se o debate alargado em sessão plenária na semana seguinte.
O executivo, na senda de tentativas similares por parte de outros Governos, em 2009 (PS) e 2014 (PSD/CDS-PP), pretende concentrar mais poderes e competências na figura do CEMGFA, em termos de comando operacional conjunto dos três ramos (Marinha, Exército e Força Aérea).
O antigo Presidente da República, inerentemente Comandante Supremo das FA, segundo a Constituição, o general Ramalho Eanes, também já condenou as mexidas legislativas em causa.