País
Ministério Público adia acesso aos autos da Operação Marquês
O Ministério Público vai pedir a aclaração do acórdão do Tribunal da Relação, que esta quinta-feira tinha decidido o levantamento do segredo de justiça interno do processo. A iniciativa implica que fique adiada a consulta aos autos da Operação Marquês, que envolve o antigo primeiro-ministro José Sócrates. Uma informação avançada pela SIC Notícias.
Os advogados de José Sócrates enviaram ontem um requerimento a pedir acesso imediato ao inquérito.
A defesa de Jose Socrates entregou no Departamento Central de Investigação e Ação Penal um pedido de declaração de nulidade do processo relativo à Operação Marquês e de revogação da prisão domiciliária.
Advogados de Sócrates criticam procurador
Os advogados de José Sócrates confirmaram à agência Lusa que o Ministério Público não vai dar "acesso imediato" às provas de investigação, acusando o procurador Rosário Teixeira de se recusar a cumprir a decisão do Tribunal da Relação.
"O senhor procurador decidiu recusar-nos o acesso imediato aos autos, tal como resulta evidente do Acórdão da Relação de Lisboa, que declarou cessado o segredo de justiça interno desde 15 de abril", lê-se no comunicado hoje divulgado pelos advogados João Araújo e Pedro Delille.
Admitindo terem ficado surpreendido, os advogados do antigo primeiro-ministro consideram que, com esta atitude, o procurador se "recusa a cumprir aquela decisão, invocando a suscetibilidade de ser pedida a sua aclaração".
Para a Defesa do ex-primeiro ministro, o pedido de aclaração não passa de um "expediente dilatório totalmente infundado e ilegal".
José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito, tendo ficado preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora.
A medida de coação foi alterada para prisão domiciliária, com vigilância policial, a 5 de setembro.
Com Lusa
Advogados de Sócrates criticam procurador
Os advogados de José Sócrates confirmaram à agência Lusa que o Ministério Público não vai dar "acesso imediato" às provas de investigação, acusando o procurador Rosário Teixeira de se recusar a cumprir a decisão do Tribunal da Relação.
"O senhor procurador decidiu recusar-nos o acesso imediato aos autos, tal como resulta evidente do Acórdão da Relação de Lisboa, que declarou cessado o segredo de justiça interno desde 15 de abril", lê-se no comunicado hoje divulgado pelos advogados João Araújo e Pedro Delille.
Admitindo terem ficado surpreendido, os advogados do antigo primeiro-ministro consideram que, com esta atitude, o procurador se "recusa a cumprir aquela decisão, invocando a suscetibilidade de ser pedida a sua aclaração".
Para a Defesa do ex-primeiro ministro, o pedido de aclaração não passa de um "expediente dilatório totalmente infundado e ilegal".
José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito, tendo ficado preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora.
A medida de coação foi alterada para prisão domiciliária, com vigilância policial, a 5 de setembro.
Com Lusa