País
Ministério Público faz buscas na Polícia Judiciária
As buscas estão a ser realizadas em Loures, onde se encontra a Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAD) da PJ.
(em atualização)
A RTP confirmou que o Ministério Público está a realizar esta quarta-feira buscas nas instalações da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da Polícia Judiciária. As buscas estarão relacionadas com a denúncia de escutas ilegais no processo Football Leaks.
Nas buscas os procuradores do Ministério Público procuram registos que provem a realização de uma escuta ilegal a Aníbal Pinto durante um encontro numa bomba de gasolina com representantes da Doyen.
O atual diretor da PJ, Carlos Cabreiro, foi acusado de ter negado em tribunal, durante o julgamento de Rui Pinto e do seu antigo advogado Aníbal Pinto, a existência das escutas ilegais que alegadamente terão existido.
O coordenador da PJ David Freitas foi o autor da denúncia. O responsável terá encontrado documentos que comprovam a escuta quando estava colocado na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT).
O coordenador da PJ David Freitas foi o autor da denúncia. O responsável terá encontrado documentos que comprovam a escuta quando estava colocado na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT).
O Ministério Público confirmou que no âmbito do inquérito a correr termos no DIAP Regional de Lisboa realizam-se, esta quarta-feira, buscas em instalações da Polícia Judiciária.
No inquérito investiga-se a eventual prática dos crimes de abuso de poder e de falsidade de testemunho agravada.
“As diligências de busca e apreensão em curso contam com a presença de diversos magistrados do Ministério Público, inspetores da Autoridade Tributária e peritos informáticos que coadjuvam a operação, e visam a recolha de elementos probatórios tendentes a confirmar ou infirmar os factos contantes da denúncia que deu origem ao inquérito”, acrescenta o comunicado enviado pelo Ministério Público.
O processo, que não tem arguidos constituídos, encontra-se em segredo de justiça.
Em comunicado, a PJ garantiu ter colaborado "com as autoridades judiciárias" nas buscas, "prestando todo o apoio necessário ao normal desenvolvimento das diligências".