Ministério Público pede de 15 anos de prisão para "Farfalha"
O Ministério Público pediu 15 anos de prisão para o principal arguido do processo de abuso sexual de menores da Lagoa, o pintor de construção civil conhecido por "Farfalha", disse hoje fonte ligada ao processo.
As alegações finais da acusação e defesa ficaram concluídas terça- feira, tendo o juiz Araújo de Barros agendado para 27 deste mês a leitura da sentença do julgamento.
A mesma fonte adiantou à agência Lusa que o Ministério Público pediu ainda condenações para os restantes 17 arguidos que variam entre os três e sete anos de prisão, assim como algumas penas suspensas.
José Augusto Pavão, o primeiro suspeito detido pela Polícia Judiciária no final de 2003 e conhecido por "Farfalha", é acusado de dezenas de crimes, todos de natureza sexual.
Segundo a acusação, José Augusto Pavão terá utilizado uma garagem sua no concelho de Lagoa para alegadas práticas pedófilas.
O arguido terá decidido, "em data não determinada, adaptar a garagem a local de convívio com enfeites", que "faz lembrar uma discoteca ou um clube para jovens", refere a acusação.
O processo envolve mais 17 homens, todos acusados de abuso sexual de menores, actos sexuais e homossexuais com adolescentes e exibicionismo.
Quatro dos arguidos encontram-se em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Ponta Delgada, enquanto os restantes estão sujeitos a prisão domiciliária ou apresentações periódicas às autoridades policiais.