País
Ministério Público tem três inquéritos abertos sobre as polémicas de Luís Neves
O Procurador-Geral da República diz que há três inquéritos abertos relacionados com as polémicas que envolvem Luís Neves.
Em declarações aos jornalistas, Amadeu Guerra explicou que para além do processo relacionado com o atrelado, há um inquérito relacionado com a casa de Odemira do ministro da Administração Interna e outro sobre a utilização por parte de Luís Neves de um carro apreendido pela Polícia Judiciária.
Os dois primeiros foram classificados “de natureza urgente”.
O Procurador-Geral da República não sabe quando podem estar terminadas as investigações, mas espera ter o “despacho final o mais rápido possível”.
Para além dos três inquéritos, há ainda um processo no Tribunal de Contas e uma investigação de natureza administrativa sobre casos que envolvem o ministro Luís Neves.
O ministro da Administração Interna está a ser alvo de diversas polémicas que se arrastam há vários meses, e envolvem sobretudo a sua anterior gestão à frente da Polícia Judiciária, contratos públicos, obras na sua propriedade e uso de bens apreendidos em operações criminais.
Em julho soube-se que um atrelado apreendido pela PJ numa operação antidroga estava nos armazéns da empresa do empreiteiro da empresa ConstruBarcelos – a mesma empresa contratada por Luís Neves para remodelar uma casa de família em Odemira. A mesma empresa tinha celebrado vários contratos com a Polícia Judiciária entre 2019/2020 e 2025, enquanto Neves era diretor nacional da PJ.
As obras na casa em Odemira incluíram a construção de uma piscina (inicialmente referida como “tanque”), em zona protegida, levantando questões de licenciamento e enquadramento fiscal.
Mais recentemente foi também revelado que Luís Neves continua a usar, em regime de comodato, uma viatura apreendida pela PJ numa operação ligada ao tráfico de droga.
Em julho soube-se que um atrelado apreendido pela PJ numa operação antidroga estava nos armazéns da empresa do empreiteiro da empresa ConstruBarcelos – a mesma empresa contratada por Luís Neves para remodelar uma casa de família em Odemira. A mesma empresa tinha celebrado vários contratos com a Polícia Judiciária entre 2019/2020 e 2025, enquanto Neves era diretor nacional da PJ.
As obras na casa em Odemira incluíram a construção de uma piscina (inicialmente referida como “tanque”), em zona protegida, levantando questões de licenciamento e enquadramento fiscal.
Mais recentemente foi também revelado que Luís Neves continua a usar, em regime de comodato, uma viatura apreendida pela PJ numa operação ligada ao tráfico de droga.
O Chega transformou estas controvérsias num caso político nacional, anunciando uma moção de censura ao Governo, que vai ser debatida no Parlamento na próxima terça-feira.
O partido de André Ventura quer também abrir uma comissão de inquérito sobre Luís Neves, mas o presidente da Assembleia da República disse que irá rejeitá-la se o Chega não alterar o requerimento.