Ministra anuncia criação de escola superior de saúde no Politécnico de Viseu

A ministra da Ciência e Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho, anunciou hoje a criação da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), que era reclamada desde 1999.

Agência LUSA /

Durante uma cerimónia no IPV, a governante afirmou que a actual Escola Superior de Enfermagem será reconvertida em Escola Superior de Saúde, o que permitirá abrir novos cursos, nomeadamente de fisioterapia.

"A saúde foi uma área prioritária em toda a minha actividade.

É importante adequar o ensino superior às necessidades sociais e económicas do país", referiu, frisando que "Portugal ainda precisa de mais médicos, enfermeiros e técnicos na área da saúde".

Maria da Graça Carvalho defendeu que "é muito importante formar jovens em áreas com empregabilidade e que irão contribuir para o bem-estar da população", como acontece com a saúde.

O presidente do IPV, João Pedro Barros, relatou o longo processo iniciado em 1998 para a criação de uma Escola Superior de Saúde, cujo primeiro projecto foi apresentado ao Governo em Abril de 1999.

João Pedro Barros realçou que, apesar de a escola ser reclamada por autarquias e instituições de saúde da região, o processo se foi arrastando, o que levou o IPV a lançar, em Fevereiro de 2001, o livro "Viseu também é Portugal. Para quando a Escola Superior de Saúde".

"Em 2004 remeti todo o processo para a ministra Maria da Graça Carvalho e para o conselho coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. Mas o impasse manteve-se, enquanto assistíamos à criação de escolas em outras cidades. Era a maldição alfabética de Viseu", lamentou.

João Pedro Barros admitiu que a actual ministra foi a única que mostrou "grande atenção" ao assunto e "deu o pontapé de saída para algo que estava perfeitamente encalhado".

Maria da Graça Carvalho explicou que a criação da escola de saúde se insere "numa estratégia integrada de desenvolvimento" que o Governo tem para Viseu, para onde está prevista a criação de uma universidade pública.

"O relatório sobre a universidade pública define áreas prioritárias para a região, como a saúde, áreas técnicas de apoio à medicina e a criação de um centro de estudos avançados", explicou.

Em Novembro passado, Veiga Simão, que lidera o grupo de trabalho encarregue pelo Governo de estudar o modelo de reorganização do ensino superior, revelou aos jornalistas que a nova universidade de Viseu será constituída por um Instituto Universitário de Estudos Avançados, a criar de raiz, e pelo IPV.

A ministra salientou ainda que a universidade pública de Viseu terá como principais características a internacionalização, através da cooperação com a Universidade de Erlangen-Nuremberg, "cursos de mestrado em português e inglês e uma grande ligação ao tecido empresarial e à comunidade, com um modelo de gestão diferente".

No que respeita à possibilidade de ser criada em Viseu uma Faculdade de Medicina, lamentou ter sido "um dos poucos pontos" que não conseguiu concluir, "porque a avaliação se arrastou".

"Uma das propostas do Instituto Piaget é para Viseu. O processo está na segunda fase de avaliação técnica, depois falta a decisão política", acrescentou.

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