Ministra da Cultura desresponsabiliza fundadores da Orquestra Metropolitana
A ministra da Cultura, Maria João Bustorff, desresponsabilizou hoje os fundadores e patrocinadores da Orquestra Metropolitana pela sua gestão, numa reacção à detenção do maestro Miguel Graça Moura por suspeita de apropriação de dinheiros.
"Os fundadores e patrocinadores da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) não são responsáveis pela gestão", frisou a ministra.
O Ministério da Cultura está entre os fundadores da OML, juntamente com o Ministério da Educação, as secretarias de Estado do Turismo e Juventude, a Câmara de Lisboa e mais de uma dezena de autarquias da área metropolitana de Lisboa.
O representante no conselho de promotores da OML do maestro Graça Moura, hoje detido por suspeita de apropriação indevida de dinheiros, afirmara esta tarde estranhar que as acusações sobre a gestão do maestro fossem apenas relativas ao último ano.
"Acho estranho que Miguel Graça Moura seja acusado de gestão danosa apenas no último ano, quando durante 12 anos os relatórios de contas foram aprovados por unanimidade pelos fundadores da orquestra", dissera Carlos Melo Santos.
Reagindo à detenção do maestro, Maria João Bustorff disse que há lições a tirar do caso e nesse sentido considerou que deverão ser revistos mecanismos de controlo por parte dos fundadores e patrocinadores, entre eles o Ministério da Cultura.
A ministra afirmou que "a justiça segue os seus próprios caminhos e, se a Polícia Judiciária actuou, terá, com certeza, as suas razões".
Recusando fazer mais comentários, Maria João Bustorff reafirmou o empenho do Ministério que tutela tem em "cumprir o protocolo", havendo disponibilidade financeira para tal, mas tem de ter conhecimento do relatório de actividade e contas.