País
Ministra do Trabalho pede apoio dos partidos para alterações à lei laboral
Sem sucesso na concertação social, a ministra do Trabalho espera agora o apoio dos partidos para aprovar as alterações à lei laboral.
Em entrevista ontem à noite na Sic Notícias, Maria do Rosário Palma Ramalho quer negociar à esquerda e à direita mas descarta condições dos partidos como a do Chega que pede uma mudança na idade da reforma.
Da esquerda à direita, os partidos reagiram sem surpresa à ausência de acordo sobre a lei laboral na reunião desta quinta-feira na Concertação Social.
“Encerrámos na reunião de hoje o processo de negociação relativo ao anteprojeto Trabalho XXI. Infelizmente não foi possível chegar a um acordo, apesar de todo o esforço que o Governo fez”, anunciou a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho à saída do encontro.
“O Governo esteve sempre de boa-fé nesta negociação. Tentou ao máximo levá-la a bom porto. Fez inúmeras cedências, aliás como outros parceiros também fizeram”, acrescentou.
Segundo a ministra, “infelizmente um dos parceiros mostrou-se absolutamente intransigente e, portanto, não permitiu as aproximações que eram necessárias para chegarmos ao acordo que desejávamos”.
“A greve é sempre uma possibilidade. Nós não excluímos uma greve geral, mas não é este o momento para a greve geral. Pensamos que é uma greve ainda extemporânea”, declarou, acrescentando que a questão será levada aos órgãos da UGT e aos sindicatos.
“Ainda vai correr muita tinta e, provavelmente, dia 3 não é o momento ideal, mas será mais à frente, quando estivermos próximo de o Parlamento ter de votar a proposta. Se calhar aí vai-se justificar mesmo uma greve geral”, disse à jornalista Maria Nobre.
Da esquerda à direita, os partidos reagiram sem surpresa à ausência de acordo sobre a lei laboral na reunião desta quinta-feira na Concertação Social.
“O Governo esteve sempre de boa-fé nesta negociação. Tentou ao máximo levá-la a bom porto. Fez inúmeras cedências, aliás como outros parceiros também fizeram”, acrescentou.
Segundo a ministra, “infelizmente um dos parceiros mostrou-se absolutamente intransigente e, portanto, não permitiu as aproximações que eram necessárias para chegarmos ao acordo que desejávamos”.
A governante clarificou que não foi a CGTP o parceiro “intransigente”, uma vez que “a CGTP não estava a negociar” este dossier. “A UGT é que sim, negociou connosco este dossier” e “não cedeu em nenhum ponto”, explicou.
UGT não exclui greve geral
O secretário-geral da UGT disse esta quinta-feira, em entrevista à RTP Notícias, que a central sindical não exclui aderir a uma greve geral, mas considerou que a data de 3 de junho apontada pela CGTP é “extemporânea”.“A greve é sempre uma possibilidade. Nós não excluímos uma greve geral, mas não é este o momento para a greve geral. Pensamos que é uma greve ainda extemporânea”, declarou, acrescentando que a questão será levada aos órgãos da UGT e aos sindicatos.
“Ainda vai correr muita tinta e, provavelmente, dia 3 não é o momento ideal, mas será mais à frente, quando estivermos próximo de o Parlamento ter de votar a proposta. Se calhar aí vai-se justificar mesmo uma greve geral”, disse à jornalista Maria Nobre.