País
Ministro das Finanças quer sensibilizar parceiros europeus para ajuda a Portugal
O ministro das finanças diz que é essencial que o país mantenha uma trajetória de equilíbrio das contas públicas mesmo tendo a noção de que os prejuízos de cheias e tempestades são elevados.
“A tragédia que se abateu sobre o país nas últimas semanas terá, do ponto de vista orçamental, um efeito na receita, porque haverá menos atividade económica, sobretudo das empresas que estão agora paradas e que poderão ficar paradas durante algumas semanas, nalguns casos até durante meses, que terão que retomar a sua atividade e, portanto, haverá seguramente um efeito de perda de receita fiscal e contributiva", afirmou o titular da pasta das Finanças.
"Um segundo efeito que tem a ver com os apoios de lay-off, os apoios às as famílias ou o apoio de dez mil euros para a reconstrução de casas, os apoios de dez mil euros aos agricultores que têm também um efeito, neste caso, na despesa e depois todos os custos de reconstrução dos equipamentos públicos, das estradas, ferrovia, equipamentos municipais, escolas, etc. E se essa contabilização está a começar a ser feita, levará ainda algumas semanas. Nós precisamos perceber quantas empresas vão pedir lay-off, isenção, TSU, quantos, quantas pessoas vão ficar em casa e durante quanto tempo até as empresas terem condições para retomar a sua atividade. Estamos aqui maioritariamente a falar de empresas industriais e agrícolas e quantas estradas temos para recuperar em extensão, edifícios, etc", prosseguiu.
"Portanto, eu diria que levará ainda algumas semanas até termos uma noção clara do impacto total do ponto de vista orçamental, destas calamidades”.
"Um segundo efeito que tem a ver com os apoios de lay-off, os apoios às as famílias ou o apoio de dez mil euros para a reconstrução de casas, os apoios de dez mil euros aos agricultores que têm também um efeito, neste caso, na despesa e depois todos os custos de reconstrução dos equipamentos públicos, das estradas, ferrovia, equipamentos municipais, escolas, etc. E se essa contabilização está a começar a ser feita, levará ainda algumas semanas. Nós precisamos perceber quantas empresas vão pedir lay-off, isenção, TSU, quantos, quantas pessoas vão ficar em casa e durante quanto tempo até as empresas terem condições para retomar a sua atividade. Estamos aqui maioritariamente a falar de empresas industriais e agrícolas e quantas estradas temos para recuperar em extensão, edifícios, etc", prosseguiu.
"Portanto, eu diria que levará ainda algumas semanas até termos uma noção clara do impacto total do ponto de vista orçamental, destas calamidades”.
Andrea Neves - correspondente da Antena 1 em Bruxelas
Joaquim Miranda Sarmento conta com o bom resultado orçamental do ano passado para poder fazer face aos prejuízos de um inverno mais extremo.
"Em todo o caso, é importante salientar o seguinte primeiro, o país teve um bom resultado orçamental em 2025, tal como já tinha tido em 2024. Colocámos a dívida pública abaixo dos 90 por cento. Teremos um excedente orçamental que ficará um pouco acima dos 0,3".
"Eu já o tinha dito, talvez desde outubro/novembro, já tinha feito essa referência e estes bons resultados orçamentais servem exatamente para que o país, quando tem este tipo de crises ou estas ou de outras naturezas, possa responder de uma forma mais capaz e sem pôr em causa o equilíbrio das contas públicas".
"Nós vamos manter uma trajetória de equilíbrio orçamental. É verdade que 2026 já era e nós sempre fomos muito claros nisso, desde o início do governo, em abril de 2024, 2026, já era o ano orçamental mais difícil por causa dos empréstimos PRR. Temos 2,5 mil milhões de empréstimos PRR para executar este ano. Isso é 0,8 do PIB”, rematou.
Joaquim Miranda Sarmento conta com o bom resultado orçamental do ano passado para poder fazer face aos prejuízos de um inverno mais extremo.
"Em todo o caso, é importante salientar o seguinte primeiro, o país teve um bom resultado orçamental em 2025, tal como já tinha tido em 2024. Colocámos a dívida pública abaixo dos 90 por cento. Teremos um excedente orçamental que ficará um pouco acima dos 0,3".
"Eu já o tinha dito, talvez desde outubro/novembro, já tinha feito essa referência e estes bons resultados orçamentais servem exatamente para que o país, quando tem este tipo de crises ou estas ou de outras naturezas, possa responder de uma forma mais capaz e sem pôr em causa o equilíbrio das contas públicas".
"Nós vamos manter uma trajetória de equilíbrio orçamental. É verdade que 2026 já era e nós sempre fomos muito claros nisso, desde o início do governo, em abril de 2024, 2026, já era o ano orçamental mais difícil por causa dos empréstimos PRR. Temos 2,5 mil milhões de empréstimos PRR para executar este ano. Isso é 0,8 do PIB”, rematou.