Ministro do Ambiente garante que Governo defende interesse nacional na privatização da EGF

O ministro do Ambiente afirma que o Governo vai responder nos próximos dias à providência cautelar que suspendeu o processo de privatização da Empresa de Gestão e Fomento (EGF), empresa pública que gere os resíduos urbanos de 60 por cento do país. Moreira da Silva assegura estar de consciência tranquila, até porque o Executivo está a defender o interesse nacional.

Sandra Henriques /

Foto: Tiago Petinga/Lusa

Moreira da Silva explica que o “processo envolveu um diálogo aprofundado com os municípios e todas as entidades” e que a “grande divergência resulta de o Governo estar a defender o interesse nacional e algumas autarquias, de forma legítima, o seu interesse territorial”.

A providência cautelar em causa foi interposta na semana passada junto do Supremo Tribunal Administrativo pelos municípios minhotos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, que são acionistas minoritários da Resulima, a empresa que trata dos resíduos destes concelhos e que é detida maioritariamente pela EGF. A providência foi aceite, ficando o Governo com dez dias para apresentar a contestação.
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