Ministro garante. Reapreciações "estão a chegar no prazo" mas "um caso ou outro" poderá precisar de análise adicional

Ministro garante. Reapreciações "estão a chegar no prazo" mas "um caso ou outro" poderá precisar de análise adicional

Fernando Alexandre afirmou que as provas reclassificadas estão a ser distribuídas desde as 13h00 desta sexta-feira a todas as escolas e "hoje serão todas distribuídas, com um caso ou outro que possa precisar de uma análise adicional".

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Tiago Petinga - Lusa

O ministro da Educação indicou esta sexta-feira que os resultados das reapreciações dos exames nacionais estão a chegar às escolas no prazo previsto, mas que haverá “um caso ou outro” mais específico que poderá necessitar de uma análise adicional.

As reapreciações “estão a chegar, estão classificadas” mas “haverá um caso ou outro residual que precisa de ser ainda verificado, porque são casos às vezes muito específicos”, explicou Fernando Alexandre aos jornalistas.

Existem “umas escassas dezenas por resolver mas são casos específicos, problemáticos, que existem todos anos e implicam interagir com a escola, perceber exatamente o que é que se passou com a prova”, elucidou o ministro.

“Estamos a falar de 20.000 reapreciações” no total e “ontem tínhamos basicamente as 20.000 corrigidas”, adiantou Fernando Alexandre, acrescentando que “há casos que podem ter de ser resolvidos na próxima semana, como sempre houve”.

“Se há algum aluno que não recebe hoje porque é preciso mais uma interação com a escola, essa interação acontecerá e ele terá todos os direitos para concorrer ao Ensino Superior. Ele não será prejudicado”, assegurou.

As reapreciações “estão a chegar no prazo”, insistiu, acrescentando que este “é o prazo que estava anunciado desde o início do ano”.

“O prazo de dia 7 de agosto nunca mudou, continua a ser o mesmo e está a ser respeitado”, vincou o ministro da Educação.“Foi um mês e meio muito difícil”
O ministro quis salientar que o sistema educativo consegue melhorar e “acompanhar os tempos”, acrescentando que os problemas registados na 1ª fase “foram corrigidos, garantindo todos os direitos aos alunos”.

“Foram milhares de pessoas a trabalhar para, mais uma vez, garantir o rigor da avaliação externa e a modernização do sistema educativo”, insistiu.

O governante lembrou que “as coisas não correm sempre como nós queremos, como desejamos, mas o país tem de avançar e foi isso que o sistema educativo fez mais uma vez, acompanhando as melhores práticas internacionais”.

Fernando Alexandre acredita que este modelo de avaliação digital será para continuar, mas será feita uma avaliação independente pelo Conselho Nacional de Educação até ao final do ano que irá indicar as vantagens e desvantagens deste sistema.

Foi um mês e meio muito difícil, mas com as melhorias que fizemos nós mostrámos que é possível digitalizar a classificação e continuar a melhorar o sistema educativo”, reiterou.

Questionado sobre se mudaria alguma coisa na forma como decorreu o processo de avaliação dos exames, respondeu que sim, nomeadamente “os erros que foram identificados” e que acabaram mais tarde por ser corrigidos.
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