Mirandela reclama obras no parque escolar
Mirandela, 14 jan (Lusa) -- O presidente da Câmara de Mirandela queixou-se hoje de estar há dois anos à espera de uma resposta do Governo para fazer obras no "degradado" parque escolar que acolheu a concentração de alunos sem qualquer investimento em equipamentos.
O social-democrata António Branco afirmou à Lusa que enquanto o país assistia às obras da Parque Escolar e à construção de novos centros escolares, "em Mirandela foi investido zero".
O autarca assegurou que tem projetos para construir um já programado centro escolar e recuperar outros edifícios, mas desde 2011 que disse ter apresentado a proposta ao Ministério da Educação no sentido de que o Governo garantisse a aprovação da candidatura" e "até hoje não obteve resposta".
A escola secundária de Mirandela ainda chegou a constar dos projetos da Parque Escolar com investimento previsto de 14 milhões de euros, porém quando a candidatura foi apresentada "já não havia dinheiro", segundo disse.
Com este valor, o autarca garante que consegue fazer todas as obras necessárias, apesar das atuais dificuldades financeiras, mas precisa de ter "a garantia do Governo da aprovação da candidatura".
De acordo com António Branco, o concelho necessita de um centro escolar para as crianças de escolas primárias que encerraram e foram concentradas num polo provisório, em Carvalhais, onde se mantêm até agora, apesar de estar prevista a construção de um novo equipamento que ficou também sem financiamento.
A autarquia pretende ainda construir mais alguns pequenos polos, fazer obras nas duas escolas do 2º e 3º ciclos de Mirandela e Torre D. Chama, que o Ministério da Educação lhe entregou, e reabilitar a secundária Luciano Cordeiro construída há 35 anos e que "está a cair d e podre".
"Andaram a mudar os telhados por causa do amianto com a escola a chover e a cair", observou o autarca.
António Branco defendeu que o Governo "não pode continuar a transferir responsabilidades para as autarquias sem atender às necessidades locais" e lembrou que o custo com a Educação "é uma ruína" para os municípios e, no caso de Mirandela, representa já 30 por cento do orçamento da despesa corrente.
A autarquia transmontana tem cerca de 2.600 alunos, desde o pré-escolar ao secundário, e gasta por ano só em transportes e refeições "dois milhões de euros.
Em 2013, o município recebeu do Ministério da Educação "120 mil euros para transportes e onze mil euros para refeições", indicou o presidente da Câmara.
"Temos casos em que cada criança "custa" por dia 100 euros só em transporte", exemplificou.