Misericórdias disponíveis para Cuidados Paliativos e defendem aposta no apoio domiciliário

Lisboa, 25 Out (Lusa) - A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) afirmou hoje em Lisboa a sua disponibilidade para assegurar a resposta aos Cuidados Paliativos e defendeu a necessidade de se apostar no apoio domiciliário sobretudo em doentes terminais.

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Numa intervenção nas I Jornadas de Cuidados Continuados das Misericórdias Portuguesas, iniciado sexta-feira e que termina domingo, o presidente da UMP, Manuel Lemos, defendeu que a proximidade dos momentos terminais da vida "é fundamental para assegurar a dignidade da pessoa".

"As Misericórdias, que quase não têm resposta à tipologia de Cuidados Paliativos, estão completamente disponíveis para assegurar este tipo de resposta. A proximidade dos momentos terminais da vida é fundamental para assegurar a dignidade da pessoa humana", salientou Miguel Lemos.

Por outro lado, o presidente da UMP frisou ter chegado a altura de se "apostar decisivamente" no apoio domiciliário, que considera "um factor de sucesso".

"Sabemos que, no actual estado da Rede de Cuidados Continuados Integrados, o regresso ao domicílio traz consigo a anulação dos ganhos de saúde obtidos durante o internamento", sustentou Miguel Lemos.

"A Rede não é só rede de camas. As Misericórdias devem, em cooperação com o governo, avançar com as Unidades de Dia e Promoção da Autonomia, já previstas (na lei)", acrescentou, sublinhando os perigos de se poder transformar, "na prática, a Rede de Cuidados Continuados Integrados outra vez numa Rede de Cuidados de Saúde".

Para Miguel Lemos, torna-se também necessário "avançar com respostas específicas para os problemas de saúde específicos".

"A saúde mental e outras doenças do foro neuro-degenerativo, como o caso particular do Alzheimer, e até unidades específicas para a recuperação de AVC`s (acidentes cárdio-vasculares), são um passo que, a seu tempo, deve ser dado", defendeu.

Miguel Lemos realçou ainda a questão da Sustentabilidade e Qualidade da Rede, para a qual as Misericórdias estão igualmente disponíveis para participarem na avaliação de resultados, no ajustamento progressivo aos recursos e processos e à consolidação de uma cultura de verdadeira cooperação entre os "stakeholders"".

As I Jornadas de Cuidados Continuados da União das Misericórdias terminam domingo, estando prevista a presença, na sessão de encerramento, do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva.

A iniciativa, segundo a UMP, pretende constituir "mais um momento de afirmação da incontrolabilidade pública e politica da presença do Sector Social e da Economia Social na sociedade portuguesa".

JSD.

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