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Moradores preocupados com risco de "colapso" na ribeira de Algés

por Arlinda Brandão - Antena 1

Em Oeiras, a estrutura da ribeira de Algés está em risco de colapso e os moradores e comerciantes têm cada vez mais receios. Pedem medidas urgentes à Câmara de Oeiras, ou se for caso disso ao Governo. Um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil concluiu que pelo menos 57 por cento de um troço de cerca de 912 metros da ribeira canalizada de Algés está em risco de "colapso provável num futuro próximo".

A zona que suscita receios fica situada entre o Largo Comandante Augusto Madureira, onde houve há cerca de um ano uma cratera de grandes dimensões no pavimento, e o Mercado de Algés.

A repórter Arlinda Brandão foi ouvir as preocupações de quem lá mora ou trabalha.

A Antena 1 quis saber junto da Câmara de Oeiras o que esta está a fazer para cumprir as recomendações do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e tendo em conta medidas mais imediatas pedidas pelos moradores.Há moradores que apontam para fissuras nas paredes dos prédios que se encontram sobre o caneiro subterrâneo. Há também referência a abatimentos que se estão a verificar na Avenida Bombeiros Voluntários de Algés. Pede-se uma avaliação dos eventuais danos nas infraestruturas dos edificios da zona.

Em resposta escrita, a autarquia reconhece e partilha as preocupações espelhadas no relatório que solicitou há cerca de um ano e diz-se disponível para comparticipar 50 por cento do valor total da obra, sendo que o restante financiamento deverá, ainda segundo a Câmara, ser assegurado pelo Governo central.

Para sexta-feira está agendada uma reunião urgente com a ministra do Ambiente.

A Câmara Municipal de Oeiras salienta que "o relatório do LNEC agora conhecido, e que é público, foi solicitado pela autarquia há cerca de um ano. O Município de Oeiras reconhece e partilha as preocupações espelhadas no relatório. Perante as conclusões deste relatório, foi solicitada uma reunião urgente com a ministra do Ambiente – já agendada para o dia 20 deste mês – para exigir que se avance definitivamente com a obra na ribeira de Algés, que requer a substituição e ampliação da conduta, para resolver de uma vez por todas o problema do transbordo da água, cheias e risco de abatimento de piso".
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