Morreu mulher de 63 anos internada no Hospital de Penafiel
Sobe a cinco o número de vítimas mortais do acidente que envolveu um carro e um comboio na linha do Douro no concelho de Baião com a morte de Maria José Lucas, de 63 anos, internada no Hospital de Penafiel. A passagem de nível será encerrada e aberta uma alternativa no terceiro trimestre do próximo ano.
Um dos jovens, de acordo com as últimas informações hospitalares, sofre de politraumatismos e está internado nos cuidados intensivos, em estado grave, com "prognóstico muito reservado".
Fonte do Hospital de S. João informou que o jovem de 16 anos que inspira maiores cuidados, devido ao tipo de ferimentos, registou "ligeira melhoria", mas "continua a correr risco de vida".
Quanto ao jovem de 15 anos, que sofreu um traumatismo craniano, a mesma fonte disse que continua internado no Serviço de Pediatria do hospital, com "evolução positiva" do seu estado clínico.
O acidente deu-se cerca das 06h00 da passada terça-feira numa passagem de nível sem guarda na Linha do Douro, no lugar de Ponte Quebrada, na freguesia de Santa Leocádia, concelho de Baião.
No acidente perderam a vida o presidente da Junta de Freguesia de Santa Leocádia, Manuel Guedes, de 55 anos, dois homens com 67 e 55 anos e de uma mulher com 63 anos. A estes acresce a mulher que até hoje esteve internada no Hospital de Penafiel.
As vítimas mortais e os feridos do acidente preparavam-se para participar num passeio a Fátima, que a autarquia organiza todos os anos. Sete pessoas ocuparam a viatura que tinha apenas lotação de cinco para se deslocarem até ao ponto de partida da camioneta que os haveria de levar a Fátima.
Por razões que estão por apurar, ao atravessar a passagem de nível sem guarda, o carro foi colhido pela composição ferroviária e foi arrastada numa extensão de cem metros ficando completamente destruída.
O acidente mobilizou 25 operacionais e sete viaturas dos Bombeiros de Baião e outras duas equipas do INEM.
Expropriação de terrenos para alternativa à passagem de nível sem guardaA Refer esclareceu hoje que a expropriação dos terrenos necessários à criação de uma alternativa à passagem de nível sem guarda na Linha do Douro que deu origem ao trágico acidente, depende da empresa e não da Câmara Municipal de Baião.
A Rede Ferroviária Nacional "declarou a utilidade pública" dos terrenos que deverão ser expropriados. A Refer que conduz o processo nega as notícias que davam conta de dificuldades de diálogo entre a autarquia e os proprietários das terras em causa.
A Refer afirma que tem tido algumas dificuldades na condução do processo devido à oposição da população ao encerramento da passagem de nível. "O processo demorou apenas porque havia populações que discordavam que a passagem de nível fosse suprimida", afirma a Refer.
"A REFER assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Baião para a supressão de cinco passagens de nível sem guarda, entre as quais estava esta, acordo que está a ser cumprido", informa o porta-voz da Refer em declarações à agência Lusa.
As passagens de nível alvo de substituição apenas serão encerradas após a criação de passagens alternativas para a população local. A empreitada deverá começar no primeiro trimestre do próximo ano e a supressão da actual passagem de nível deverá ocorrer no terceiro trimestre do mesmo ano.
Rubricado no ano passado entre a Refer e a autarquia de Baião, o acordo prevê um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, dos quais a Refer assumirá uma participação na ordem de 1 milhão de euros, sendo o restante suportado pelo município.
No concelho de Baião existem actualmente 11 passagens de nível: cinco sem guarda, duas guardadas, duas pedonais e duas particulares.