Mortalidade - Portugal no grupo dos melhores, Serra Leoa o pior
Portugal, com uma taxa de mortalidade infantil de cinco (em cada mil mortes), é dos países melhor classificados numa lista mundial, que tem a Serra Leoa como o pior, com 284 mortes de crianças.
A mortalidade infantil, um dos principais indicadores do bem- estar da criança, obtém-se contando o número de mortes de crianças até aos cinco anos num universo de mil óbitos.
A lista é divulgada pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no relatório anual da organização, que vai ser divulgado quinta-feira, com o título "A infância ameaçada".
Nela surge em primeiro lugar a Serra Leoa, com 284 crianças mortas por cada mil, seguindo-se o Níger, com 262, e em terceiro lugar, Angola, com 260 crianças mortas por cada mil óbitos.
A Guiné-Bissau, Moçambique, Timor-Leste e S. Tomé e Príncipe, outras antigas colónias portuguesas, aparecem também em posições elevadas nesta lista (dados de 2003).
A Guiné apresenta uma taxa de 204 mortes, seguindo-se Moçambique com 158, Timor-Leste com 124, e São Tomé e Príncipe com 118.
Cabo Verde tem uma taxa de mortalidade infantil substancialmente mais baixa, com 35 crianças mortas por cada mil óbitos, um número igual ao registado no Brasil.
Os países da União Europeia surgem em melhores posições, com a Letónia a pior classificada, com 12 mortes de crianças até aos cinco anos, seguida da Lituânia, com 11.
Todos os restantes países apresentam números de um dígito apenas, estando Portugal numa longa lista (13 países) dos que têm uma mortalidade infantil igual a cinco. É o caso também de, entre outros, a Alemanha, a Áustria, a França, a Grécia ou a Holanda.
Em melhor posição ainda, quatro mortos, estão países como a Espanha, a Islândia, a Itália ou o Japão.
No topo da tabela da UNICEF, com três mortes infantis por cada mil óbitos, está Singapura e a Suécia.
Portugal tinha em 1960 uma taxa de mortalidade infantil de 112, conseguindo neste período uma das evoluções mais notáveis.
A mortalidade de crianças até um ano passou também de 81 em 1960 para 4 em 2003.
Em Angola, o terceiro "pior" país, passou-se de uma taxa de mortalidade infantil de 345, em 1960, para 260, no ano passado.
O Brasil registou também uma grande descida no mesmo período, passando de 177 para 35 mortes, bem como Moçambique, que desceu de 313 para 158.