País
Morte de homem no Seixal. Ministério Público instaura inquérito e determina realização de autópsia
Em causa está a morte de um homem de 78 anos no Seixal, na terça-feira, depois de ter aguardado quase três horas pela assistência do INEM.
A Procuradoria-Geral da República confirmou esta quinta-feira à RTP a instauração de um inquérito após a morte de um homem de 78 anos no Seixal que esperou quase três horas pelo socorro do INEM.
O Ministério Público determinou ainda a realização de autópsia.
“Confirma-se a instauração de inquérito, tendo o Ministério Público determinado a realização da autópsia médico-legal”, disse em resposta à RTP.
Na quarta-feira, ao dar a conhecer a morte deste homem, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que o novo sistema de triagem do INEM pudesse ter influenciado o desfecho.
Pouco depois, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica negou essa possibilidade, garantindo que o sistema “não falhou” e que foi feito um pedido de ativação de ambulância 15 minutos após a chamada telefónica.
Segundo este responsável, foi o constrangimento de ambulâncias, “principalmente na margem sul do Tejo”, a provocar o atraso do socorro a este homem.
Segundo este responsável, foi o constrangimento de ambulâncias, “principalmente na margem sul do Tejo”, a provocar o atraso do socorro a este homem.
"Há permanentemente falta de ambulâncias"
Esta quinta-feira, em entrevista à RTP Notícias, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses “estão identificadas regiões do país em que há permanentemente falta de ambulâncias, e por isso é que quase diariamente ambulâncias da margem norte do rio Tejo, isto é, dos concelhos à volta de Lisboa, são enviadas para a margem sul”.
O presidente da Liga dos Bombeiros alertou que “estamos perante um problema complexo” e que é necessário que os compromissos avancem “e se concretizem na realidade”.
Reagindo ao facto de o presidente do INEM ter afirmado que o instituto mobilizou uma ambulância 15 minutos após a chamada telefónica do homem de 78 anos no Seixal, António Nunes disse não saber “se esse é o entendimento que a Liga dos Bombeiros Portugueses tem das mobilizações de ambulâncias”.
“A situação do território continental é muito díspar. O número de ambulâncias disponíveis e a concentração de população em determinadas áreas tem muito a ver com a forma de mobilização e despacho de ambulâncias", acrescentou.
A Liga dos Bombeiros vai estar reunida com o INEM esta quinta-feira para avaliar o novo sistema de triagem.
Esta quinta-feira, em entrevista à RTP Notícias, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses “estão identificadas regiões do país em que há permanentemente falta de ambulâncias, e por isso é que quase diariamente ambulâncias da margem norte do rio Tejo, isto é, dos concelhos à volta de Lisboa, são enviadas para a margem sul”.
O presidente da Liga dos Bombeiros alertou que “estamos perante um problema complexo” e que é necessário que os compromissos avancem “e se concretizem na realidade”.
Reagindo ao facto de o presidente do INEM ter afirmado que o instituto mobilizou uma ambulância 15 minutos após a chamada telefónica do homem de 78 anos no Seixal, António Nunes disse não saber “se esse é o entendimento que a Liga dos Bombeiros Portugueses tem das mobilizações de ambulâncias”.
“A situação do território continental é muito díspar. O número de ambulâncias disponíveis e a concentração de população em determinadas áreas tem muito a ver com a forma de mobilização e despacho de ambulâncias", acrescentou.
A Liga dos Bombeiros vai estar reunida com o INEM esta quinta-feira para avaliar o novo sistema de triagem.
Reforço de ambulâncias prometido há um mês pela ministra não se terá concretizado
Apesar de a ministra da Saúde ter avançado, há precisamente um mês, que pediu um reforço de ambulâncias em Lisboa e na margem sul do Tejo, nos concelhos de Almada e Seixal continua a haver apenas duas ambulâncias do INEM disponíveis. O número é avançado esta quinta-feira pelo Jornal de Notícias.
No dia 8 de dezembro, a ministra Paula Martins dizia que o INEM reforçou “a sua capacidade de resposta pré-hospitalar para garantir atendimento dentro dos tempos preconizados”, que “foram ativados novos protocolos de Postos de Emergência Médica na Margem Sul e em Lisboa” e que “foi pedido o reforço de ambulâncias de reserva junto da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil”.
O aumento de ambulâncias não se terá, porém, concretizado. Segundo o JN, Almada e Seixal têm apenas duas viaturas de emergência médica do INEM para prestar socorro aos 340 mil habitantes.
Apesar de a ministra da Saúde ter avançado, há precisamente um mês, que pediu um reforço de ambulâncias em Lisboa e na margem sul do Tejo, nos concelhos de Almada e Seixal continua a haver apenas duas ambulâncias do INEM disponíveis. O número é avançado esta quinta-feira pelo Jornal de Notícias.
No dia 8 de dezembro, a ministra Paula Martins dizia que o INEM reforçou “a sua capacidade de resposta pré-hospitalar para garantir atendimento dentro dos tempos preconizados”, que “foram ativados novos protocolos de Postos de Emergência Médica na Margem Sul e em Lisboa” e que “foi pedido o reforço de ambulâncias de reserva junto da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil”.
O aumento de ambulâncias não se terá, porém, concretizado. Segundo o JN, Almada e Seixal têm apenas duas viaturas de emergência médica do INEM para prestar socorro aos 340 mil habitantes.
O antigo ministro da Saúde Manuel Pizarro reagiu a este caso, dizendo que as macas das ambulâncias ficam retidas nas urgências por incompetência dos responsáveis hospitalares.
Em entrevista esta manhã ao Ponto Central da Antena 1, o socialista e médico classificou como muito grave a falha que levou à morte do utente no Seixal. Considerou ainda muito grave o “passa culpas” a que o país está a assistir.
Em entrevista esta manhã ao Ponto Central da Antena 1, o socialista e médico classificou como muito grave a falha que levou à morte do utente no Seixal. Considerou ainda muito grave o “passa culpas” a que o país está a assistir.
O INEM já abriu uma auditoria à chamada recebida na terça-feira do utente do Seixal que morreu depois de ter estado três horas à espera de socorro, anunciou o presidente do instituto.
Também a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) revelou que vai abrir um inquérito.