Morte de Ihor Homeniuk. Acusação de homicídio qualificado pode cair

por RTP
António Cotrim - Lusa

Face aos factos apurados durante o julgamento da morte do cidadão ucraniano Ihor Homeniuk, o coletivo liderado pelo juiz Rui Coelho vai ponderar a alteração jurídica dos factos da acusação para um crime menos grave: ofensa à integridade física privilegiada.

Os três inspetores arguidos no processo, Bruno Sousa, Duarte Laja e Luís Silva, podem assim passar de acusados de homicídio qualificado para ofensa à integridade física privilegiada, agravada pelo resultado - a morte do cidadão ucraniano.A verificar-se, esta decisão mudará a moldura penal a que os arguidos estão sujeitos.


Ihor Homeniuk morreu em março do ano passado no centro de detenção temporária do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no aeroporto de Lisboa.

O crime terá ocorrido a 12 de março de 2020, dois dias depois de o cidadão de leste ter sido impedido de entrar em Portugal, alegadamente por não ter visto de trabalho.
Após ser espancado, terá sido deixado no chão, manietado, a asfixiar lentamente até à morte.
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