Movimento em Defesa do Rio Tinto pede suspensão do PDM de Gondomar

O Movimento em Defesa do Rio Tinto decidiu pedir a suspensão do Plano Diretor Municipal de Gondomar, documento que entrou em vigor terça-feira, por considerar que existe "prejuízo irreparável para o ambiente", algo que a autarquia vê como "equívoco".

Lusa /

Numa nota remetida à agência Lusa, os responsáveis pelo Movimento em Defesa do Rio Tinto avançam que, ao analisar o PDM "dando especial atenção às zonas envolventes ao leito do rio Tinto e às áreas abrangidas pelos terrenos da chamada Quinta do Cristóvão no centro da cidade de Rio Tinto", concluíram estar perante indicadores "de ilegalidade e do favorecimento de interesses privados".

Os responsáveis do Movimento em Defesa do Rio Tinto dizem entender que há "prejuízo irreparável para o ambiente, com grave lesão do interesse público e coletivos dos riotintenses", o que os motivou, conforme se lê na nota, a fazer um pedido de suspensão de eficácia do ato administrativo PDM aprovado "até que seja assegurada a legalidade".

Em causa estão as áreas de solo urbanizável, terrenos da Quinta do Cristóvão. O Movimento em Defesa do Rio adjetiva de "obscura e inexplicável" a classificação "inicial daquelas áreas em causa como zonas verdes de utilização coletiva".

Mas contactado pela Lusa, o presidente da câmara de Gondomar, Marco Martins, afirmou que deverá existir nesta análise "algum equívoco", pois, disse o autarca, "nos três segmentos onde se podia construir, agora só se pode [construir] num deles e com menos de metade do que estava previsto".

Segundo Marco Martins, o executivo que o antecedeu tinha aprovado três áreas para construção naquele local, uma na antiga feira, para onde estavam previstas quatro torres de apartamentos, mas agora, garantiu o autarca, deixa de ser possível construir porque o Plano de Pormenor foi revogado.

A segunda área corresponde a uma faixa de terreno entre a Avenida do Rio Tinto e o canal do metro: "Agora está previsto no PDM um parque urbano, uma antiga aspiração da população e a atual câmara já deliberou adquirir o terreno", descreveu Marco Martins, que acrescentou que sobre a terceira parcela em causa que continua prevista e permitida construção "mas a cércea foi reduzida para cerca de metade".

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