Movimento Rosa Galiza alerta para a necessidade de se planear aquela zona do Porto
O fundador do movimento Rosa Galiza, marca que visa representar a população e ser um "canal de comunicação", alertou os deputados da Assembleia Municipal do Porto para a necessidade de se "planear uma nova realidade" naquela zona da cidade.
"Enviamos um e-mail à Câmara Municipal do Porto e à Junta de Freguesia, mas chegamos à conclusão de que um e-mail não chega e é por isso que venho apresentar este projeto", afirmou esta segunda-feira Ricardo Fonseca, fundador da marca `Rosa Galiza`.
Ricardo Fonseca, que se apresentou aos deputados na qualidade de proprietário de um estúdio de design, sediado na praça da Galiza, salientou que a "desertificação", o "trânsito intenso" e a "criação da nova linha de metro" foram o mote para a criação do movimento.
"Naquela zona, existe uma desertificação da Galeria Comercial Mota Galiza e existe trânsito intenso com acessos condicionados. Também contactei a Metro do Porto e soube que o período de obras para aquela zona são 42 meses, ou seja, três anos e meio de acessos condicionados", frisou o designer, adiantando estar a "representar um grupo de interesses".
Segundo o representante, o projeto, que foi apresentado no dia 07 de janeiro na Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas, pretende responder a "todos os desafios" inerentes à criação da nova linha de metro, a Linha Rosa.
"Pretendemos participar ativamente na construção e melhoramentos do quarteirão, pretendemos apostar no modelo de `co-construção` em detrimento do modelo de construção, entre os cidadãos e a administração", afirmou.
Além disso, Ricardo Fonseca defendeu ser possível, estabelecendo "as pontes necessárias entre todos os intervenientes", encarar o "problema da desertificação" daquela zona como "uma oportunidade".
"Se um espaço está vazio, nós temos a oportunidade de escolher quem o poderá ocupar, é no desenho e planeamento desta nova realidade que vamos participar e para o qual o movimento Rosa Galiza quer chamar à atenção", salientou, deixando um apelo aos deputados da Assembleia Municipal do Porto.
"Espero ser contactado por todas as forças parlamentares presentes nesta assembleia e conhecer as ideias que têm para aquela zona, isto, se existirem", referiu.
Em resposta à intervenção do representante da Rosa Galiza, a presidente da União das Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, Sofia Maia, avançou que um membro daquele órgão vai visitar a sede do movimento.
"Depois, farei chegar à Câmara Municipal do Porto todas as vossas preocupações (...), mas temos de perceber que estamos a falar de privados, com obras públicas e não é uma situação assim tão linear, nem que lhe possa dar resposta", concluiu.