País
MP formula acusação mas não diz se Rui Pedro está vivo
O principal suspeito do desaparecimento de Rui Pedro, há 13 anos, foi acusado do crime de rapto, mas a acusação não ajuda a saber o que aconteceu ao jovem nem se este está vivo ou morto. Para o criminologista Barra da Costa a acusação apenas serve para o Ministério Público "lavar a cara". O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, quer que o Procurador-Geral da República explique que facto novos levaram a uma acusação...13 anos depois.
O advogado da família, Ricardo Sá Fernandes revelou que a acusação do Ministério Público foi deduzida a 11 de fevereiro, mas que só na passada sexta-feira é que o acusado – Afonso Dias – terá sido notificado.
Afonso Dias tinha 21 anos à altura do crime e era amigo da família de João Pedro. Tirou a carta na escola de condução que pertencia à família de Rui Pedro e na ocasião passou a conviver com este e com sua irmã Carina. Depois de cumprir o tempo de tropa e com dez anos a mais que Rui Pedro terá voltado a conviver com o rapaz contra a vontade dos pais deste que mostravam o seu desagrado dada a diferença de idades.
A acusação do Ministério Público relata que no dia 4 de Março de 1998, Rui Pedro terá marcado encontro com Afonso Dias. Este, mais velho dez anos e com grande ascendente sonbre o jovem Rui Pedro, "tê-lo-à convidado juntamente com o primo a encontrarem-se para ir ter com prostitutas".
João André, o primo, não foi ao contrário de Rui Pedro que compareceu ao encontronum descampado junto à escola. Quando Viu o Fiat Uno chegar terá largado a bicicleta e entrado no carro de Afonso Dias. à partida do jovem assistiram os seus amigos.
Dali Rui Pedro terá seguido com o agora arguido para a Estrada Nacional 106, em Lustosa. Terão parado para entabular conversação com uma prostituta a quem Afosno Dias terá oferecido 10 euros para que esta mantivesse relações sexuais com Rui Pedro.
No último momento, Rui Pedro terá hesitado, abandonado a prostituta e regressado ao interior da viatura que arrancou então rumo a Lousada.
Por volta das 18h45, Afosno Dias terá chegado a casa da namorada em Freamunde mas já não transportava consigo o jovem Rui Pedro. Nunca mais foi visto até aos dias de hoje.
Afonso Dias nunca conseguiu explicar onde esteve e o que fez desde o momento em que com Rui Oedro abandonou a prostituta até ao momento em que, sózinho, chegou a casa da namorada em Freamunde.
O suspeito tem agora 33 anos de idade e está acusado do crime de rapto qualificado arriscando uma pena de prisão entre dois e dez anos.
Ricardo Sá Fernandes diz que para esta acusação contribuiu o trabalho de uma nova equipa da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que "conseguiu reconstruir o que se passou nas 24 horas consequentes ao desaparecimento de Rui Pedro".
Para levar a cabo essa reconstituição a equipa da PJ terá levado em conta vários depoimentos e feitas reconstituições que permitiram reconstruir "aquelas horas fundamentais" e que, para Sá Fernandes, "estiveram na origem do desaparecimento".
"Basicamente, o que temos é uma equipa que agora soube investigar e tirar as conclusões devidas de factos que deviam ter sido apuradas logo a seguir ao desaparecimento do Rui Pedro", afirmou Ricardo Sá Fernandes, para quem a anterior "investigação não investigou".
"Nas 48 horas seguintes ao desaparecimento, a investigação não respeitou os procedimentos básicos e levou a que durante semanas, meses e anos nada se tivesse feito", acusou.
Rui Pedro foi visto pela última vez a 04 de março de 1998, em Lousada, quando tinha onze anos.
Marinho e Pinto quer explicações do Procurador
O bastonário da Ordem dos Advogados insta o Ministério Público para que dê explicações sobre os últimos desenvolvimentos na investigação ao caso Rui Pedro.
Marinho Pinto defende que 13 anos é muito tempo para deduzir uma acusação ao principal suspeito do desaparecimento de Rui Pedro e interroga-se sobre que factos novos é que levaram o MP a tomar agora esta decisão.
“Acho que 13 anos é tempo de mais. Era bom que o Ministério Públio desse uma explicação, porque é que demorou tanto tempo a acusar. Quais são os elementos novos que surgiram e que levaram o Ministério Público a formular acusação. E se não houve elementos novos, porque é que demorou tanto tempo?” questionou o bastonário da Ordem dos Advogados.
Proferida uma acusação de Rapto Qualificado urge procurar esclarecer o destino do jovem, afirma Marinho Pinto. “É preciso ainda ver o que aconteceu àquela criança, porque o crime que pelos vistos está em causa é de rapto. É preciso ver o que aconteceu, se foi morta? Se estamos perante um homicídio? O que é que aconteceu na verdade.”
O bastonário da Ordem que representa os advogados portugueses pretende que seja o próprio Procurador-geral da República a dar as explicações sobre o assunto e faz votos para que a decisão agora conhecida passados que são 13 anos sobre o desaparecimento de Rui Pedro não seja apenas uma fuga para a frente por parte dos investigadores.
Ministério Público está a lavar a cara
O inspetor-chefe da Polícia Judiciária, Barra da Costa, é crítico em relação aos últimos desenvolvimentos do caso “Rui Pedro”.
Para Barra da Costa, a acusação do principal suspeito do desaparecimento de Rui Pedro de crime de rapto é "uma forma de o Ministério Público lavar a cara".
O inspetor-chefe da Polícia Judiciária (PJ) duvida que esta acusação vá resultar "em alguma coisa" e lamenta que a investigação não tenha feito o seu papel, esperando 48 horas até iniciar o seu trabalho.
"Nunca será feita justiça, porque esta não será célere nem eficaz", afirmou Barra da Costa que lembrou que a investigação deveria conduzir à descoberta do rapaz, o que não aconteceu.
"Parece-me que o Ministério Público está a lavar a imagem", acusa o criminologista referindo-se ao tempo que passou desde o desaparecimento de Rui Pedro: 13 longos anos.
Para Barra da Costa, "o problema deste processo começa quando se demora 48 horas até começar a investigação".
"Em cada 100 crianças que desaparecem, uma nunca voltará a aparecer. A investigação deve partir do pressuposto que a criança investigada é a que não vai aparecer e não esperar que esta apareça nas 48 horas seguintes", adiantou.
Afonso Dias tinha 21 anos à altura do crime e era amigo da família de João Pedro. Tirou a carta na escola de condução que pertencia à família de Rui Pedro e na ocasião passou a conviver com este e com sua irmã Carina. Depois de cumprir o tempo de tropa e com dez anos a mais que Rui Pedro terá voltado a conviver com o rapaz contra a vontade dos pais deste que mostravam o seu desagrado dada a diferença de idades.
A acusação do Ministério Público relata que no dia 4 de Março de 1998, Rui Pedro terá marcado encontro com Afonso Dias. Este, mais velho dez anos e com grande ascendente sonbre o jovem Rui Pedro, "tê-lo-à convidado juntamente com o primo a encontrarem-se para ir ter com prostitutas".
João André, o primo, não foi ao contrário de Rui Pedro que compareceu ao encontronum descampado junto à escola. Quando Viu o Fiat Uno chegar terá largado a bicicleta e entrado no carro de Afonso Dias. à partida do jovem assistiram os seus amigos.
Dali Rui Pedro terá seguido com o agora arguido para a Estrada Nacional 106, em Lustosa. Terão parado para entabular conversação com uma prostituta a quem Afosno Dias terá oferecido 10 euros para que esta mantivesse relações sexuais com Rui Pedro.
No último momento, Rui Pedro terá hesitado, abandonado a prostituta e regressado ao interior da viatura que arrancou então rumo a Lousada.
Por volta das 18h45, Afosno Dias terá chegado a casa da namorada em Freamunde mas já não transportava consigo o jovem Rui Pedro. Nunca mais foi visto até aos dias de hoje.
Afonso Dias nunca conseguiu explicar onde esteve e o que fez desde o momento em que com Rui Oedro abandonou a prostituta até ao momento em que, sózinho, chegou a casa da namorada em Freamunde.
O suspeito tem agora 33 anos de idade e está acusado do crime de rapto qualificado arriscando uma pena de prisão entre dois e dez anos.
Ricardo Sá Fernandes diz que para esta acusação contribuiu o trabalho de uma nova equipa da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que "conseguiu reconstruir o que se passou nas 24 horas consequentes ao desaparecimento de Rui Pedro".
Para levar a cabo essa reconstituição a equipa da PJ terá levado em conta vários depoimentos e feitas reconstituições que permitiram reconstruir "aquelas horas fundamentais" e que, para Sá Fernandes, "estiveram na origem do desaparecimento".
"Basicamente, o que temos é uma equipa que agora soube investigar e tirar as conclusões devidas de factos que deviam ter sido apuradas logo a seguir ao desaparecimento do Rui Pedro", afirmou Ricardo Sá Fernandes, para quem a anterior "investigação não investigou".
"Nas 48 horas seguintes ao desaparecimento, a investigação não respeitou os procedimentos básicos e levou a que durante semanas, meses e anos nada se tivesse feito", acusou.
Rui Pedro foi visto pela última vez a 04 de março de 1998, em Lousada, quando tinha onze anos.
Marinho e Pinto quer explicações do Procurador
O bastonário da Ordem dos Advogados insta o Ministério Público para que dê explicações sobre os últimos desenvolvimentos na investigação ao caso Rui Pedro.
Marinho Pinto defende que 13 anos é muito tempo para deduzir uma acusação ao principal suspeito do desaparecimento de Rui Pedro e interroga-se sobre que factos novos é que levaram o MP a tomar agora esta decisão.
“Acho que 13 anos é tempo de mais. Era bom que o Ministério Públio desse uma explicação, porque é que demorou tanto tempo a acusar. Quais são os elementos novos que surgiram e que levaram o Ministério Público a formular acusação. E se não houve elementos novos, porque é que demorou tanto tempo?” questionou o bastonário da Ordem dos Advogados.
Proferida uma acusação de Rapto Qualificado urge procurar esclarecer o destino do jovem, afirma Marinho Pinto. “É preciso ainda ver o que aconteceu àquela criança, porque o crime que pelos vistos está em causa é de rapto. É preciso ver o que aconteceu, se foi morta? Se estamos perante um homicídio? O que é que aconteceu na verdade.”
O bastonário da Ordem que representa os advogados portugueses pretende que seja o próprio Procurador-geral da República a dar as explicações sobre o assunto e faz votos para que a decisão agora conhecida passados que são 13 anos sobre o desaparecimento de Rui Pedro não seja apenas uma fuga para a frente por parte dos investigadores.
Ministério Público está a lavar a cara
O inspetor-chefe da Polícia Judiciária, Barra da Costa, é crítico em relação aos últimos desenvolvimentos do caso “Rui Pedro”.
Para Barra da Costa, a acusação do principal suspeito do desaparecimento de Rui Pedro de crime de rapto é "uma forma de o Ministério Público lavar a cara".
O inspetor-chefe da Polícia Judiciária (PJ) duvida que esta acusação vá resultar "em alguma coisa" e lamenta que a investigação não tenha feito o seu papel, esperando 48 horas até iniciar o seu trabalho.
"Nunca será feita justiça, porque esta não será célere nem eficaz", afirmou Barra da Costa que lembrou que a investigação deveria conduzir à descoberta do rapaz, o que não aconteceu.
"Parece-me que o Ministério Público está a lavar a imagem", acusa o criminologista referindo-se ao tempo que passou desde o desaparecimento de Rui Pedro: 13 longos anos.
Para Barra da Costa, "o problema deste processo começa quando se demora 48 horas até começar a investigação".
"Em cada 100 crianças que desaparecem, uma nunca voltará a aparecer. A investigação deve partir do pressuposto que a criança investigada é a que não vai aparecer e não esperar que esta apareça nas 48 horas seguintes", adiantou.