País
"Muito mais do que uma alteração visual". Jornalistas da rádio pública em protesto contra uniformização da marca RTP
A nova identidade passa para segundo plano o nome das rádios. "Não somos uma rádio que se escreve em letras minúsculas, com um conjunto de letrinhas que mal se vê à distância", adverte o jornalista da Antena 1, João Couraceiro, em dia de protesto à entrada da RTP, em Vila Nova de Gaia.
O arranque de semana chega com mudanças, sobretudo, para o serviço público de rádio, em Portugal. Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP Internacional, RDP África passam a ser RTP Antena 1, RTP Antena 2 e RTP Antena 3, RTP Mundo e RTP África.
A nova identidade faz parte do processo de unificação da marca apresentado pela administração da RTP - Rádio e Televisão de Portugal. Uma mudança que já começou debaixo de muita contestação interna.
Esta segunda-feira de manhã, dezenas de jornalistas do Centro de Produção Norte (CPN) uniram-se num protesto em frente às instalações, em Vila Nova de Gaia.
O jornalista e membro do Conselho de Redação da Rádio, João Couraceiro, justifica a ação como "necessária e urgente", porque se trata de "uma nova arquitetura de imagem, assim designada pela empresa, que na nossa perspetiva é feita à custa de um enfraquecimento flagrante e evidente de um dos alicerces fundamentais do serviço público, o serviço público de rádio".
Para o jornalista, a renovação da imagem gráfica vem "anular marcas históricas da rádio pública, de que a Antena 1 é exemplo".
"Em reportagem vamos passar a identificar-nos com o azul que todos associamos à televisão, com bolas de vento com destaque para a TV, e em baixo, discretamente, uma faixa vermelha com Antena 1 em letras minúsculas", lamenta.
O jornalista da rádio pública sublinha: "não somos uma nota de rodapé, não somos uma rádio que se escreve em letras minúsculas com um conjunto de letrinhas que mal se vê à distância".
Nos cartazes pendurados à entrada das instalações podiam ler-se frases como "uniformizar é só uma maneira cobarde de dizer extinguir".
"Isto não é só uma questão de estética, de semântica, isto é apagar diversidade, é apagar diferenças, é destruir, em última análise, o serviço público de rádio. Isto é muito mais do que uma alteração visual", sublinha um dos protestantes.
A nova imagem traz o fim da histórica RDP, unificando a RDP Internacional e RTP Internacional sob a marca RTP Mundo. Assim como acontece com a RDP África, que se funde com a RTP África. As barras do logótipo também desaparecem, passando o foco visual para a sigla RTP.
No passado dia 18 de março, os jornalistas do serviço público rejeitaram em plenário a uniformização das marcas, por considerarem estar “em curso a fragilização da informação do serviço público“.
"Na concentração estiverem presentes quase todos os jornalistas da redação da Antena 1 e ainda dois jornalistas da RTP.
A nova identidade faz parte do processo de unificação da marca apresentado pela administração da RTP - Rádio e Televisão de Portugal. Uma mudança que já começou debaixo de muita contestação interna.
Esta segunda-feira de manhã, dezenas de jornalistas do Centro de Produção Norte (CPN) uniram-se num protesto em frente às instalações, em Vila Nova de Gaia.
O jornalista e membro do Conselho de Redação da Rádio, João Couraceiro, justifica a ação como "necessária e urgente", porque se trata de "uma nova arquitetura de imagem, assim designada pela empresa, que na nossa perspetiva é feita à custa de um enfraquecimento flagrante e evidente de um dos alicerces fundamentais do serviço público, o serviço público de rádio".
Para o jornalista, a renovação da imagem gráfica vem "anular marcas históricas da rádio pública, de que a Antena 1 é exemplo".
"Em reportagem vamos passar a identificar-nos com o azul que todos associamos à televisão, com bolas de vento com destaque para a TV, e em baixo, discretamente, uma faixa vermelha com Antena 1 em letras minúsculas", lamenta.
O jornalista da rádio pública sublinha: "não somos uma nota de rodapé, não somos uma rádio que se escreve em letras minúsculas com um conjunto de letrinhas que mal se vê à distância".
Nos cartazes pendurados à entrada das instalações podiam ler-se frases como "uniformizar é só uma maneira cobarde de dizer extinguir".
"Isto não é só uma questão de estética, de semântica, isto é apagar diversidade, é apagar diferenças, é destruir, em última análise, o serviço público de rádio. Isto é muito mais do que uma alteração visual", sublinha um dos protestantes.
A nova imagem traz o fim da histórica RDP, unificando a RDP Internacional e RTP Internacional sob a marca RTP Mundo. Assim como acontece com a RDP África, que se funde com a RTP África. As barras do logótipo também desaparecem, passando o foco visual para a sigla RTP.
No passado dia 18 de março, os jornalistas do serviço público rejeitaram em plenário a uniformização das marcas, por considerarem estar “em curso a fragilização da informação do serviço público“.
"Na concentração estiverem presentes quase todos os jornalistas da redação da Antena 1 e ainda dois jornalistas da RTP.