Mulher morre no Tejo ao cair de cacilheiro, empresa averigua
Uma mulher de 40 anos morreu quarta-feira afogada no rio Tejo ao cair do cacilheiro em que viajava, num acidente cujas circunstâncias e responsabilidade a Transtejo está ainda a apurar, disse hoje fonte da transportadora.
O acidente ocorreu cerca das 18:30, quando a passageira, acompanhada de um homem, abriu uma porta de segurança para ir fumar para o passadiço do barco e caiu ao rio, relatou à Agência Lusa o director de Segurança da Transtejo, Meira da Cunha.
A embarcação tinha largado minutos antes do terminal do Cais do Sodré (Lisboa) e seguia para Cacilhas (Almada).
O mesmo responsável explicou que as normas de segurança a bordo proíbem os passageiros de fumar e transpor as portas de segurança que dão acesso ao passadiço e aos portalós das embarcações quando estas estão em andamento.
Meira da Cunha ressalvou que as portas de segurança são fechadas pela tripulação durante o andamento dos navios, mas nunca ficam trancadas para que, em caso de emergência, possam ser abertas para facilitar a evacuação de passageiros.
A fonte adiantou que, mesmo que estivesse destrancado, o portaló do cacilheiro onde de deu a queda só abriria depois de o mestre do navio carregar num botão que acciona o sistema de motores hidráulicos que lhe está acoplado.
De acordo com o director de Segurança da Transtejo, o navio foi inspeccionado após o acidente pelas autoridades marítimas, que não detectaram qualquer anomalia.
O corpo da mulher foi retirado das águas após várias tentativas de resgate da tripulação do barco e da Polícia Marítima, tendo uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica procurado, sem sucesso, reanimá-lo.
A Transtejo, que assegura as ligações fluviais de passageiros entre Lisboa e a margem sul do Tejo, decidiu abrir um inquérito para apurar as circunstâncias e responsabilidades do acidente, que deverá estar concluído na próxima semana, segundo Meira da Cunha.
Já este ano, dois passageiros haviam sido resgatados com vida do rio quando caíram da embarcação onde seguiam.
O director de Segurança da Transtejo sustentou que, apesar das zonas de acesso restrito dos navios estarem devidamente assinaladas, "há sempre passageiros irresponsáveis que não respeitam as normas de segurança".
A Lusa procurou obter esclarecimentos adicionais sobre o acidente junto da Polícia Marítima, mas até ao momento não conseguiu.