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Mulheres choram mais, por vezes sem saberem porquê

Os portugueses choram, em média, duas a três vezes por semana, com as mulheres a verterem mais lágrimas do que os homens, por vezes sem saberem porquê, indica um estudo hoje divulgado.

Agência LUSA /

O estudo, realizado desde 2004 pelo Laboratório da Expressão Facial da Emo ção da Universidade Fernando Pessoa, do Porto, envolveu uma amostra de 2.322 portugueses com idades entre 18 e 70 anos, abrangendo igual o número de mulheres e homens participantes.

"Os resultados sugerem que as mulheres choram mais do que os homens, mas os homens são mais intensos quando exibem as lágrimas", segundo esta investigação. Por outro lado, "as mulheres dizem não ter vergonha de chorar em público, enquanto que os homens se retraem e só o fazem em situações excepcionais", com ambos a justificar as lágrimas como "um mecanismo reactivo e de compensação" perante as dificuldades da vida. O estudo constatou diferenças de idade na manifestação do choro: ambos os géneros o fazem com mais frequência dos 18 aos 30 anos e depois dos 60, sendo as lágrimas mais intensas entre os 35 e os 55 anos nas mulheres, e entre os 35 e os 50 nos homens.

Além disso, "as mulheres choram mais no quarto e com amigas", ao passo que os homens dizem não escolher o local e dão relevo às circunstâncias que motivam as lágrimas, segundo Freitas-Magalhães, director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção.

Homens como mulheres concordam que "o choro é provocado por razões externas, embora as mulheres sejam por vezes incapazes de identificar os motivos por que o fazem", refere o estudo, intitulado "Psicofisiologia do Choro: o efeito das lágrimas na experiência emocional". O procedimento seguido na investigação consistiu na recolha de informação através de questionários sobre a frequência, intensidade e identificação das circunstâncias e locais do choro.

O psicólogo Freitas-Magalhães especializou-se no estudo das funções e repercussões do sorriso no desenvolvimento das emoções e das relações interpessoais.

Nos últimos anos tem vindo a estudar o efeito do sorriso na percepção psicológica da afectividade, dos delinquentes, dos estereótipos, e nas diferenças de género, idade, cor da pele e gémeos, bem como o reconhecimento das emoções básicas pela expressão social em diferentes grupos etários, deficientes mentais, depressivos, toxicodependentes e mulheres durante o ciclo menstrual e na menopausa.

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