Mulheres têm "papel decisivo" no tratamento da disfunção eréctil
O presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), Nuno Monteiro Pereira, alertou hoje para o "papel decisivo" das mulheres no tratamento da disfunção eréctil, realçando que são as responsáveis pela disciplina no tratamento da patologia.
"Quem convence o homem são as mulheres, são elas que marcam as consultas", exemplificou Nuno Monteiro Pereira, acrescentando que "a intervenção da mulher é decisiva, uma vez que é ela quem disciplina o homem".
O urologista e andrologista falava agência à Lusa a propósito do workshop intitulado "O Papel da Mulher na Resolução dos Problemas de Erecção do Homem", organizado pela SPA, que decorrerá quarta-feira, em Lisboa.
Tendo como objectivo evidenciar o "papel decisivo das mulheres no tratamento da doença", este workshop, "procurará destacar e alertar para a importância da intervenção da mulher numa patologia masculina", explicou o presidente da SPA.
De acordo com o Nuno Monteiro Pereira, trata-se de uma aposta num "segmento que estava esquecido", procurando apresentar as mulheres "como potenciais elementos do tratamento da doença".
O workshop contará com a presença de Nuno Monteiro Pereira, da psicóloga clínica e terapeuta sexual, Ana Carvalho e da jornalista Ana Mesquita.
A disfunção eréctil é definida como a incapacidade persistente em obter uma erecção suficiente para permitir um desempenho sexual satisfatório.
Associada comummente à idade, a disfunção eréctil está muitas vezes relacionada com a hipertensão, diabetes, hiperlipidémia e tabagismo, podendo ainda estar ligada a factores neurogénicos, ou a lesões na medula espinal, utilização de fármacos e factores psicossociais.
Em Portugal, a disfunção eréctil é uma patologia com alta prevalência, com cerca de 400 mil afectados, ou seja, 13 por cento do total dos portugueses entre os 18 e os 75 anos.
A nível mundial, esta doença afecta 152 milhões de homens.
Cerca de 80 por cento dos casos de disfunção eréctil são provocados por doenças fisiológicas, incluindo a doença cardiovascular, sendo os restantes 20 por cento atribuídos a causas psicológicas.