Município de Gouveia recolhe lixo contaminado porta-a-porta

por Lusa

O município de Gouveia e a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão criaram um serviço de recolha porta-a-porta de lixo contaminado pela covid-19, foi hoje anunciado.

Segundo a autarquia de Gouveia, no distrito da Guarda, a medida é justificada pela necessidade de "controlar os fatores de risco associados à gestão de resíduos sólidos urbanos, produzidos em período de tratamento de doentes ou quarentena de suspeitos de infeção por coronavírus (covid-19) no domicílio".

Para que os lixos sejam recolhidos porta-a-porta, os suspeitos ou infetados por covid-19 devem contactar a Linha de Recolha Porta a Porta Para Lixo Contaminado do Município de Gouveia, através do telefone 238 490 210 ou do telemóvel 969 374 134.

Os utilizadores do serviço devem seguir várias instruções para que a entrega e a recolha dos resíduos sólidos urbanos contaminados seja feita da forma correta.

De acordo com uma nota do município de Gouveia, os munícipes devem colocar os resíduos em saco de resíduos resistente e descartável, com enchimento até dois terços da sua capacidade, e devem colocar os sacos no interior de um segundo saco de cor branca (fornecido pela Planalto Beirão) e fechá-lo.

Também devem "encaminhar os resíduos sem qualquer tipo de separação, uma vez que não existe, neste tipo de casos, lugar à reciclagem".

A Câmara Municipal de Gouveia esclarece ainda que a recolha porta-a-porta será efetuada três vezes por semana (segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, sempre no período da tarde) e os sacos do lixo, devidamente fechados, devem aguardar a recolha no exterior do domicílio.

O serviço de recolha irá comunicar previamente a hora de recolha, via telefone, segundo a fonte.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito no domingo pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sábado (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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