Museu do Ar será instalado junto da Base Aérea, Alverca mantém pólo
O Museu do Ar vai ser transferido para o concelho de Sintra, mas a Câmara de Vila Franca de Xira desdramatiza a perda deste equipamento cultural afirmando que permanecerá no concelho uma parte daquele espólio.
O Museu do Ar, a funcionar actualmente em Alverca do Ribatejo, junto às Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), será transferido para um edifício a construir, junto à Base Aérea nº 1, em Sintra, segundo um protocolo assinado hoje entre a Câmara Municipal e a Força Aérea.
Segundo o acordo, a Câmara Municipal de Sintra "compromete-se a participar nos custos de instalação, manutenção e sustentação do Museu do Ar".
O documento não avança custos nem datas previstas para o início e conclusão da obra.
A Lusa tentou obter estes esclarecimentos junto da autarquia, que se mostrou indisponível para os prestar.
Contactada pela agência Lusa sobre a instalação do Museu do Ar em Sintra, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira respondeu, em comunicado, que o protocolo hoje assinado não inviabiliza "a existência de um importante pólo em Alverca do Ribatejo, uma vez que o Museu do Ar é detentor de um acervo bastante para o distribuir por vários espaços museológicos".
"A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira tem mantido contactos regulares com o Estado-Maior da Força Aérea, donde resulta a garantia daquela entidade em manter em funcionamento um pólo do Museu do Ar em Alverca do Ribatejo", sublinhou a autarquia.
Ainda sobre o protocolo assinado hoje entre a Câmara de Sintra e o Estado-Maior da Força Aérea (EMFA), a Câmara de Vila Franca de Xira afirma que é referente à "concretização de uma mudança já prevista pelo EMFA desde 1984".
O Museu do Ar foi inaugurado a 01 de Julho de 1969, durante as comemorações do dia da Força Aérea Portuguesa, pelo Presidente da República, Américo Tomás, abrindo ao público dois anos depois.
Segundo o seu sítio na Internet, o museu abriu com um acervo relativamente reduzido, mostrando peças como o avião anfíbio "Widgeon", o Vampire, oferecido pela Força Aérea Sul-Africana, e réplicas do "Santa Cruz", do "Maurice Farman" e do "Caudron" G-3.
Actualmente, estão expostas 20 aeronaves, motores e hélices, bem como equipamentos de voo, painéis de instrumentos, simuladores, armamento aéreo desde a Primeira Guerra Mundial, cartas aeronáuticas e equipamentos de navegação, entre outros.