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Nacionalidade portuguesa concedida a 1.413 estrangeiros em 2004

Nacionalidade portuguesa concedida a 1.413 estrangeiros em 2004

Portugal concedeu no ano passado a nacionalidade portuguesa a 1.413 estrangeiros dos mais de 11 mil que a tinham pedido, revelam dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Agência LUSA /

De acordo com os dados do SEF, em 2004, deram entrada nos serviços 4.925 pedidos de naturalização, que se juntaram aos 6.086 que tinham transitado de 2003.

Os cabo-verdianos, com 4.412 pedidos (304 naturalizações), os guineenses, com 3.083 pedidos (235 naturalizações), os angolanos, com 1.076 pedidos (71 naturalizações) e os brasileiros, com 803 pedidos (75 naturalizações), foram os cidadãos que mais solicitaram a nacionalidade portuguesa.

Dos 11.011 pedidos analisados no ano passado, 1.413 foram concedidos, 403 indeferidos, 14 arquivados e 9.181 transitaram para este ano.

Para conseguirem obter a cidadania portuguesa, os estrangeiros têm de preencher certos requisitos, nomeadamente terem uma autorização de residência em Portugal.

Os cidadãos nacionais de países de língua oficial portuguesa (Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe) têm de ter autorização de residência há, pelo menos, seis anos, enquanto os nacionais de outros países têm de ter o documento há, no mínimo, 10 anos.

Os estrangeiros têm ainda de apresentar documentos comprovativos do conhecimento da língua, ligação efectiva à comunidade portuguesa e capacidade para assegurar a sua subsistência.

O Estado português exige ainda dois certificados do registo criminal: um passado pelos serviços portugueses e outro dos serviços do país de origem.

De acordo com o SEF, podem ser dispensados da obrigatoriedade de terem autorização de residência há seis ou dez anos os estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado português, caso do futebolista brasileiro naturalizado português Deco.

O tempo médio de espera para um estrangeiro que preencha todos os requisitos exigidos é de cerca de 15 meses, de acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

A aprovação dos pedidos de naturalização, até ao momento da responsabilidade do SEF, deverá transitar em breve para a esfera do Ministério da Justiça, segundo anunciou esta semana o ministro da Administração Interna, António Costa.

O ministro defende que "não faz sentido" o SEF acumular a instrução de processos de naturalização com a admissão de estrangeiros.


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