País
"Não é bom sinal". Passos Coelho critica escolha de diretor da PJ para o MAI
Apesar de considerar que Luís Montenegro teve "as melhores intenções" ao escolher Luís Neves para ministro da Administração Interna, Pedro Passos Coelho considera que "não é bom sinal" a transição direta entre cargos.
O antigo primeiro-ministro acredita que a nomeação do até agora diretor nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna abre um “precedente grave”. Pedro Passos Coelho não duvida das intenções do primeiro-ministro mas não deixou de criticar a decisão de Luís Montenegro.
“Não se pode passar de diretor da PJ para ministro da Administração Interna. Eu acho que não se pode”, afirmou Passos Coelho, na conferência final do Fórum Produtividade & Inovação, organizado pela SEDES e pela AEP, na sede desta última em Leça da Palmeira, Matosinhos.
O ex-chefe de Governo e líder do PSD argumentou que “não é um bom sinal que se dá” e comparou a situação à nomeação de Mário Centeno, que era ministro das Finanças, para governador do Banco de Portugal.
“Tenho a certeza que a escolha do primeiro-ministro se baseou na melhor das intenções. Mas o precedente é grave. Não se pode passar”, disse esta terça-feira à tarde.
“Como não foi um bom sinal tirar um ministro das Finanças para o pôr como governador de Banco de Portugal”, sublinhou, lembrando ainda outros casos que aconteceram no governo de António Costa, no qual diz que houve “um certo compadrio”.
Para Passos Coelho, a escolha de Luís Neves para MAI é uma violação do princípio de separação de poderes no Estado.
“Não se pode passar de diretor da PJ para ministro da Administração Interna. Eu acho que não se pode”, afirmou Passos Coelho, na conferência final do Fórum Produtividade & Inovação, organizado pela SEDES e pela AEP, na sede desta última em Leça da Palmeira, Matosinhos.
O ex-chefe de Governo e líder do PSD argumentou que “não é um bom sinal que se dá” e comparou a situação à nomeação de Mário Centeno, que era ministro das Finanças, para governador do Banco de Portugal.
“Tenho a certeza que a escolha do primeiro-ministro se baseou na melhor das intenções. Mas o precedente é grave. Não se pode passar”, disse esta terça-feira à tarde.
“Como não foi um bom sinal tirar um ministro das Finanças para o pôr como governador de Banco de Portugal”, sublinhou, lembrando ainda outros casos que aconteceram no governo de António Costa, no qual diz que houve “um certo compadrio”.
Para Passos Coelho, a escolha de Luís Neves para MAI é uma violação do princípio de separação de poderes no Estado.
“Quando nos lembramos dos casos em que a mulher e o marido foram nomeados, toda essa cultura viveu durante muitos anos”.
Para o antigo primeiro-ministro, “há muitas evidências que têm a ver com a forma como os agentes se comportam que são importantes para a cultura de responsabilidade, para a cultura democrática, para a cultura de um verdadeiro Estado de Direito, da verdadeira separação de poderes”.
“Eu, quando estive no Governo, fiz sempre por respeitar a autonomia e a independência dos reguladores. Porquê? Porque isso é fundamental para uma cultura de concorrência e de responsabilidade. Agora, se isso está na lei, mas não está na cabeça dos agentes, é muito difícil”, afirmou, considerando que tal “mata a cultura da regulação”.
“Eu, quando estive no Governo, fiz sempre por respeitar a autonomia e a independência dos reguladores. Porquê? Porque isso é fundamental para uma cultura de concorrência e de responsabilidade. Agora, se isso está na lei, mas não está na cabeça dos agentes, é muito difícil”, afirmou, considerando que tal “mata a cultura da regulação”.