"Não estou cansado". Marcelo salienta papel da Presidência em tempos difíceis

por RTP
"Agora, 2023 é um teste, é o primeiro grande teste antes das eleições europeias de 2024" Manuel de Almeida - Lusa (arquivo)

O presidente da República visitou este sábado a Feira de Solidariedade Rastrillo, em Lisboa. Questionado pelos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa concordou com o primeiro-ministro e alertou para os "tempos muito duros" provocados pela guerra e pela inflação.

Sobre a notícia recente do Expresso a apontar algum cansaço do chefe de Estado, Marcelo diz que não está cansado dos vários compromissos e que "é necessário mais presidente num momento de mais crise".

O presidente da República vincou ainda que não pretende envolver-se em matérias de revisão constitucional, ainda que no passado tenha defendido um mandato único de sete anos para o presidente da República.

Marcelo prometeu, por outro lado, estar "muito atento aquilo que vai ser este ano de 2023".

"É evidente que 2022 foi muito marcado por ter havido eleições há seis meses ou sete meses. Agora, 2023 é um teste, é o primeiro grande teste antes das eleições europeias de 2024 e esses anos são fundamentais para se testar como é que enfrentamos a crise e como é que há condições políticas para levar por diante aquilo que os portugueses querem, que é ultrapassar essa crise", sustentou.O presidente sublinhou estar a falar "para o Governo e para todo o país".

"Nós sabemos que há uma guerra e sabemos que há inflação e sabemos que 2023 vai ser pior que 2022 e, como for 2023, assim dependerá o resto da legislatura", acentuou.

Questionado sobre eventuais medidas adicionais de apoio a empresas e famílias, o presidente da República propugnou que, "se a situação for em 2023 pior do que em 2022, vai ser difícil não haver".

"É tão lógico, tão lógico, tão lógico que decorre da natureza das coisas. Se de repente a inflação continuar muito alta, se a situação das famílias se degradar, se houver aquilo que não houve felizmente até agora, que é desemprego, então obviamente os apoios sociais têm de aumentar".

"O ano de 2023 vai ser um ano de mais guerra, não sabemos até quando, também inflação, não sabemos até quando, de mais custos na vida dos portugueses, não sabemos até quando. Isso implica por um lado uma atenção por parte dos poderes públicos em apoios sociais, mas implica a solidariedade social", insistiu.

c/ Lusa
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